Desde março de 2011, um raio de 48 quilômetros da região do reator nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, foi designado como zona de exclusão, inseguro para visitas. Mais de 100 mil pessoas evacuaram o local com pressa e deixaram para trás uma fotografia de como era o local alguns momentos antes de saírem da área. Uma alma valente recentemente foi até a província para registrar as cenas de como está o lugar hoje.

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O usuário Xanthon, do Imgur, fez o upload de imagens assombrosas do local, que mostram os efeitos de cinco anos do lugar sem intervenção humana. Dentre as imagens, há mercearias cheias de comida radioativa, lavanderias com roupas ainda no secador e casas cheias de lembranças perdidas.

O fotógrafo descreveu uma “sensação de queimação nos olhos e um cheiro forte de químicos no ar”, quando ele entrou na zona vermelha, a área mais radioativa de Fukushima. É esquisito, pois ele usou máscara e luvas, porém estava de bermuda e chinelo. “Encontrei comida, ouro, laptop e outros itens valiosos na zona vermelha”, disse. “Me impressiona que ninguém resolveu roubar os itens dessa cidade vazia.”

Não só não tiveram saques na província, como as prateleiras das lojas permaneceram intocadas por quase meia década. Alguns itens têm sobrevivido melhores que outros. No entanto, a cena toda nos proporciona um lembrete assustador dos desastres de Fukushima e das consequências que vão durar ainda muitos anos.