Um cometa chamado Ison poderá ser visto da Terra em novembro deste ano mesmo com a luz do dia, proporcionando um belíssimo espetáculo – dizem que ele pode ser mais brilhante do que a Lua. Mas um possível final trágico do cometa pode evitar que o fenômeno aconteça.

O Ison recebeu esse nome por ter sido descoberto como parte de um grupo chamado International Scientific Optical Network, e foi visto por astrônomos da Bielorrúsia e Rússia em setembro do ano passado. Desde então ele ficou conhecido como “o cometa do século” e promete um verdadeiro espetáculo no céu da Terra, se é que realmente vai chegar por aqui.

Salvador Nogueira, o ótimo repórter da Folha que agora tem o blog Mensageiro Sideral, é quem alerta para a possibilidade do Ison sequer passar por aqui:

Para darmos essa boa olhada, ele vai precisar sobreviver ao seu encontro com o Sol. Em sua rota parabólica, o Ison vai passar a apenas 1,2 milhão de quilômetros da superfície solar em 28 de novembro de 2013. Isso é menos de um centésimo da distância entre a Terra e o Sol.

Como Nogueira lembra, uma definição rasteira de um cometa é “uma pedra de gelo”. Ele é bem mais do que isso, é verdade, mas ainda há gelo nele. E essa passagem próxima ao Sol pode ter dois fins: no melhor deles, o gelo derrete e produz uma bela cauda para ser vista da Terra. O pior deles é que ele simplesmente se despedace e nada de Ison em novembro.

O Ison lembra o Grande Cometa de 1680, que foi visto por um certo Sir Isaac Newton, e teve certa importância para o desenvolvimento da física – mais sobre essa história pode ser lida no blog do Salvador Nogueira. [Mensageiro Sideral]