Lidar com separações românticas ou de amigos nem sempre é fácil e, acredite, não acontece apenas entre humanos.

Um estudo norte-americano mostrou que isso também ocorre com os primatas e demonstrou como os babuínos terminam seus relacionamentos. O mais incrível: é bem parecido com os nossos.

Cientistas da Universidade da Carolina do Norte, Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Duke explicaram numa pesquisa em conjunto como funciona a vida dos babuínos.

Um dos trechos diz que esses mamíferos se dividem em dois grupos de forma cooperativa e não pelo autoritarismo de um babuíno tirânico. Como no mundo humano, essas separações podem levar meses ou anos.

A explicação

“Não é um evento — é parte do processo. E parte desse processo é negociar quais relações sociais serão rompidas”. diz Susan Alberts, primatologista da Universidade de Duke e uma das autoras do estudo.

Alberts ainda explica que os babuínos podem simplesmente acordar de manhã com uma diferença de opinião. Que metade do grupo pode decidir ir para um lugar e a outra metade para outra e assim eles se separam.

Traumas

Outra parte do estudo, feita por Brian Lerch, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, ainda apontou que se as separações forem ruins podem ter grandes consequências para os babuínos.

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“Se você passar por um rompimento ruim… Se tiver uma fissão que atrapalhe sua conexão com seus parceiros sociais próximos, você poderá ficar, após a fissão, basicamente sem amigos. Você pode acabar não tendo parceiros de preparação e não tendo indivíduos com quem interagir.” (Brian Lerch, cientista da Universidade da Carolina do Norte)

Diante disso, pode-se dizer que os babuínos dão verdadeiras lições de como é possível terminar uma relação e que mesmo no reino animal, relacionamentos terminados de forma conturbadas não são bons para ninguém.