Em 1990, um inventor amador chamado Maurice Ward apareceu na TV britânica demonstrando um super material que ele havia inventado sem qualquer treinamento científico. Chamado Starlite, ele podia resistir a temperaturas de 1000º C, era sólido o bastante para fazer furos em paredes e podia ser facilmente pintado em superfícies. Infelizmente, Ward faleceu em 2011 — sem explicar a cientista algum como a sua invenção funcionava.

E aqui começa uma história intrigante, contada de forma magnífica por Richard Fisher na New Scientist. Sem surpresa, desde a sua aparição em 1990 o Starlite tem sido fruto de interesse de um pequeno mas seleto grupo de pessoas ao redor do mundo. Na realidade, ela despertou tanto interesse que Ward passou algum tempo nos últimos 20 anos conversando com empresas privadas, pesquisadores de defesa e até a NASA.

A princípio, muitos cientistas se mostraram céticos quando aos seus clamores, mas na medida em que o tempo passou e testes foram conduzidos — sob a vigilância constante de Ward, claro — aqueles mesmos cientistas mudaram de opinião. Na verdade, eles acabaram querendo um pedaço do Starlite.

Mas Ward era uma pessoa difícil e jamais encontrou alguém com quem se sentisse à vontade para compartilhar seu segredo — fosse pela sensação de poder ou ambição financeira. Quando morreu, em maio de 2011, muitos acharam que ele havia levado o segredo consigo para o túmulo.

Mas, como o artigo da New Scientist explica, ainda há esperança. Ward mencionou em uma entrevista pouco antes de sua morte que sua família sabia a receita do Starlite. Eles permanecem, porém, de bico fechado — logo o futuro do Starlite é mais incerto do que jamais esteve.

Se o seu inglês estiver afiado, eu recomendo mesmo que você dê uma lida no artigo da New Scientist (requer cadastro gratuito): é um texto maravilhoso que junta ciência com narrativa de forma belíssima. [New Scientist]