A alta no número de casos de Covid-19 sugere que o país está passando por sua quarta onda da doença. Só na região Centro-Oeste, o número de pessoas infectadas cresceu 192% –o que parece ser reflexo da não obrigatoriedade do uso de máscaras.

Além do relaxamento de medidas preventivas, há também como fator determinante desse aumento a presença de variantes com alta transmissibilidade e a redução da imunidade contra o vírus meses após a vacinação. 

O imunizante continua fazendo seu papel e impedindo que as pessoas desenvolvam a Covid-19 de forma grave ou morram em decorrência da doença. A média móvel de mortes, inclusive, segue tendência de queda mesmo com o maior número de casos. 

Mesmo assim, é preciso reforçar o sistema imunológico para que o Sars-CoV-2 não tenha chances de adentrar o organismo humano e, consequentemente, não se multiplique na sociedade.

O Ministério da Saúde liberou na última quinta-feira (2) a 4ª dose da vacina para pessoas com 50 anos ou mais. Poderão ser aplicados os imunizantes da Pfizer, Janssen e Astrazeneca.

Algumas capitais liberaram a vacinação nesta segunda-feira (6). É o caso de São Paulo, que oferecerá a 4ª dose para pessoas com mais de 50 anos adultos e profissionais da saúde de todas as idades. O pré-requisito é ter tomado a terceira dose há pelo menos quatro meses. 

Fortaleza (CE) segue o mesmo caminho. O prefeito José Sarto (PDT) divulgou em suas redes sociais a liberação do reforço para os maiores de 50 anos que receberam a terceira dose há pelo menos quatro meses.

Nesta segunda-feira (6), foi liberada também a 4ª dose da vacina em Salvador, porém voltada ao público maior de 60 anos. Adolescentes com idade entre 12 e 17 anos também já podem tomar a terceira dose contra a Covid-19.

Outros estados, como o Paraná, também liberaram a vacinação. Por lá, o calendário de aplicação deve ser feito por cada município e ainda não há data prevista para o início da imunização.