No início desta semana, 27 membros da Força Aérea dos Estados Unidos foram demitidos do serviço após se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19. De acordo com Ann Stefanek, porta-voz da entidade, estes são os primeiros aviadores dispensados administrativamente por motivos que envolvem o imunizante. 

Todos os militares dispensados eram jovens em seu primeiro período de alistamento. Além disso, nenhum deles apresentou isenção médica, administrativa ou religiosa para justificar a recusa à vacina. 

Prazo acabou no dia 2

O Pentágono começou a exigir a vacina para os militares no início deste ano. A Força Aérea americana tinha como prazo máximo para a imunização o dia 2 de novembro. A Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais tinham prazos maiores, até 28 de novembro. Soldados ativos no exército devem receber suas doses ainda nesta semana, enquanto os funcionários do Exército da Guarda Nacional terão até o dia 30 de junho de 2022 para tomar a vacina. 

Até a última semana, cerca de 97% dos militares da força aérea haviam recebido pelo menos uma dose do imunizante. Mas ainda há cerca de 7 mil pessoas buscando por isenção religiosa ou então que se recusam a receber a vacina. Ou seja, mais dispensas podem ocorrer em breve.

Apesar destas terem sido as primeiras dispensas oficiais, a Força Aérea já havia afastado 37 pessoas que ainda estavam em fase de treinamento básico no serviço e recusaram a vacina. De acordo com a Força Aérea americana, os militares que se recusarem a tomar o imunizante poderão ser retirados da equipe sem direito a pagamento. 

A disciplina é considerada um princípio fundamental do exército. De acordo com Stefanek, quase 2 mil aviadores foram dispensados nos três primeiros trimestres de 2021 por não seguirem ordens.