Essas coisas não tornam mais uma DSLR de U$900 especial: resolução de 15+ megapixels, gravação de vídeos a 1080p e tela LCD articulada. Então a D5100 de 16.2 megapixel da Nikon tenta chamar atenção ao encher a câmera de efeitos especiais. É como colocar aplicativos em sua câmera digital.

Eis o que temos aqui, em termos de efeitos especiais:

– Um modo de visão noturna monocromático que eleva o padrão de variação de sensibilidade ISO de 100~6400 para 102.400, como as D3s. (Apesar disso, espere que as fotos pareçam mais com óculos de visão noturna baratos do que com imagens feitas pelas D3s.)

– Modo HDR que tira duas fotos, com três intervalos de diferença, e as combina. Pelo que eu ouvi, você ainda vai precisar um tripé ao invés de segurar nas suas mãos, a menos que você tenha braços cibernéticos e consiga ficar totalmente imóvel.

– Um modo tilt-shift falso, que funciona para fotos e vídeo (que é filmado em “alta velocidade” para acentuar o efeito de miniaturização). E também para fotos/vídeo, tem efeitos de rascunhos coloridos feito em tempo real e fotos com cores seletivas.

O resto da câmera é bem padrão para esse tipo de câmera para iniciantes, brigando com a T3i da Canon: Gravação de vídeos HD a 1080p ou 720p com 24/30fps, usando h.264; 11 pontos  AF; Medição de matriz de cores 3D 420 pixel; burst de 4FPS; LCD articulada de 3 polegadas e 921.000 pontos. Tudo isso, pelo preço de U$800 pela câmera sozinha ou U$900 com o kit das lentes.

Eu estou de certa forma cético quanto aos efeitos especiais até que eu veja como ficam os resultados, mas eu consigo entender porque a Nikon está fazendo isso em uma câmera mainstream – parece que metade de todas as fotos que meus amigos compartilham em redes sociais estão digitalmente alteradas para parecerem completamente diferentes por uma questão estética.

Ah! E talvez a minha parte favorita seja que a Nikon está lançando um microfone estéreo feito especificamente para DSLRs – ele foi projetado com um abafador para ignorar o ruído do motor AF. Custa U$ 180. [Nikon]