Será real? Bem, isso parece mesmo ter uma aceleração constante de ?4,86 andares/s2. Se eu supor que este evento aconteceu no planeta Terra, com uma aceleração em queda livre de ?9,8m/s2, posso determinar a altura de um andar.

Hmmmmm… Dois metros. Meio incomum. Ok, vamos tentar outro pulo e ver se consigo uma aceleração similar.

Para este pulo, identifiquei uma aceleração de cerca de ?3,58 andar/s2. Isso colocaria a altura de um andar em 2,7 metros. Isso parece mais provável. Nos EUA, um andar de um prédio comercial pode chegar a cerca de 3 metros. No entanto, vamos fazer o terceiro pulo para confirmar. Este último resulta em um 2,1 metros para a altura do andar. Ok, seguindo em frente. O vídeo está com má qualidade, e a câmera realmente se move bastante. Mas a aceleração está constante, então acho que tudo bem. Vamos considerar uma média meio aleatória e determinar que a altura de um andar é 2,5 metros – um pouco baixo, mas vamos lá. Isso significa que a altura do prédio é cerca de 13 metros.

Próxima pergunta: dá pra fazer isso? É claro que dá. Lembram do Professor Splash? Ele saltou de uma altura de 10 metros para uma piscina de água com apenas 30cm de profundidade. É possível. Não vou entrar em detalhes, mas eu tenho uma página com uma calculadora de perigo de saltos. Aqui eu mostro como determinar a aceleração durante a “aterrissagem”.

A aceleração é a chave para evitar ferimentos. Segundo os teste de tolerância à força-g da NASA, uma pessoa parada pode aguentar cerca de 18g’s (170 m/s2) por períodos muito curtos. Então, qual será a aceleração a qual esses russos malucos estavam submetidos? Se o prédio tinha 13 metros de altura, e a neve tinha cerca de 1,5 metro de profundidade, a aceleração seria de apenas 7,6 g’s. Claramente “sobrevivível”.

Mas o lance do castigo está de pé, crianças. NÃO FAÇAM ISSO.

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