Um relatório divulgado nesta quarta-feira (26) pela organização de conservação WWF revelou 224 novas espécies descobertas na região de Mekong, no sudeste asiático. Entre as espécies, há um mamífero, 35 répteis, 17 anfíbios, 16 peixes e 155 plantas.

A região de Mekong inclui os países Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia e Mianmar. De acordo com a WWF, mais de 3 mil novas espécies foram identificadas por lá desde 1997, já considerando a última lista. 

Como esse é um território ainda pouco explorado, diversas espécies acabando sendo encontradas a cada ano. As plantas e animais que constituem o documento deste ano foram relatadas em 2020, mas o catálogo que deveria ter saído no ano passado, acabou sendo adiado. 

O único mamífero encontrado, um primata conhecido como popa langur, já integra a lista vermelha de espécies criticamente ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

O popa langur, que vive em Mianmar, também é conhecido como macaco fantasma. O nome é referência aos anéis brancos vistos ao redor de seus olhos. O primata também se destaca por seus bigodes que apontam para a frente.

Segundo o documento da WWF, há apenas entre 200 e 250 desses animais vivendo hoje na natureza. Isso traz ainda um alerta sobre espécies nunca antes catalogadas que podem desaparecer antes mesmo de serem descobertas. 

Para classificar as novas espécies, os pesquisadores pegavam os materiais recém coletados e procuravam por suas correspondências genéticas em amostras de coleções guardadas há séculos no Museu de História Natural da Grã-Bretanha. Entre os seres revelados, estava também a cobra-lesma, um novo tipo de begônia e um fruto carnoso.

Nem todas as espécies foram encontradas em florestas asiáticas. Uma planta chamada “percevejo”, devido ao seu cheiro semelhante ao de besouros usados na culinária tailandesa, foi encontrada em uma loja de plantas no nordeste da Tailândia.