O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa anunciaram no domingo (2) que vão buscar os brasileiros que estão em Wuhan, na China, que desejam retornar ao Brasil devido ao coronavírus.

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro havia dito que “se depender do presidente, não vamos buscar ninguém”. A justificativa era que uma operação dessas custaria muito caro e, por isso, Bolsonaro afirmou que dependia de recursos e meios aprovados pelo Parlamento.

Em resposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou no domingo (2) que se Bolsonaro decidisse trazer de volta os brasileiros que estão na China, ele teria “total e irrestrito apoio” do Congresso Nacional. Ainda segundo Alcolumbre, “a Câmara e o Senado vão trabalhar para agilizar, para se for preciso votar alguma ler em regime de urgência, para se o governo precisar editar uma medida provisória, terá o nosso apoio”.

No mesmo dia, um grupo de brasileiro que estão na China havia divulgado um vídeo pedindo ajuda. Eles ainda mencionaram como outros países estão se mobilizando para retirar seus cidadãos da China e garantiram estar dispostos a passar por um período de quarentena após desembarcarem no Brasil.

Assim, o Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira já está preparando um plano de voo, provavelmente de uma aeronave fretada, para ir à China. Ao chegarem aqui, os passageiros serão submetidos a uma quarentena de 21 dias, possivelmente em unidades militares, seguindo procedimentos internacionais e sob orientação do Ministério da Saúde.

Conforme apontado pelo Estadão, o Brasil não possui uma lei de quarentena e, por isso, o presidente Jair Bolsonaro vai enviar uma Medida Provisória ao Congresso estabelecendo procedimentos de isolamento e outras medidas que devem ser adotadas no caso de epidemias.

Até o momento, o coronavírus já resultou em 362 mortes e mais de 17 mil casos, tendo sido declarado emergência global de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde no sábado (1), já existem 16 casos suspeitos da doença no Brasil.

[Agência Brasil, Estadão]