É sempre fascinante a história de gêmeos separados no nascimento. Você já imagina que, além de serem parecidos, eles terão algumas preferências estranhamente semelhantes. Mas o que dizer de dois grãos de sílica quimicamente idênticos que não se viam há mais de 4,6 bilhões de anos?

Cientistas da Universidade de Washington em St. Louis (EUA) encontraram um único grão de sílica em um meteorito da Antártida, inspecionando a rocha em 20.000x de ampliação.

Este pequeno ponto, que é essencialmente um grão de areia, é quimicamente idêntico ao encontrado em um meteorito da Expedição Chinesa de Pesquisa Antártica. Os cientistas descobriram outros grãos de sílica em asteroides, mas eles eram ricos em oxigênio-17, que vem de estrelas saudáveis. No entanto, ambos os grãos de sílica recentemente descobertos contêm oxigênio-18, mais pesado, que é formado apenas em processos específicos de supernovas.

O aparecimento destes dois grãos de sílica é tão improvável que os pesquisadores acreditam que eles se originaram na mesma supernova. Existe ainda a especulação de que eles vêm da explosão de gás e poeira que criou nosso sistema solar. Não quero ser hiperbólica, mas esta é definitivamente a maior coincidência cósmica que já vimos em toda a história. [Space.com via Huffington Post]

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