Há pelo menos um mês começou a erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, e ele continua derramando lava derretida no oceano em um ritmo constante. Novas imagens mostram a dramática extensão do “laze”, uma mistura tóxica de lava e neblina, e de pequenos fragmentos de vidro vulcânico.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos capturou um vídeo impressionante desse encontro entre lava e mar. A parede de “laze” ao longo desse fluxo exibido é de quase 1 km de extensão.

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No momento em que a imagem foi capturada, durante a manhã de segunda-feira (4), às 6h (horário local), a fissura 8 — uma das mais ativas do vulcão — despejou lava por pelo menos sete horas seguidas. Com o esfriamento, o material derretido formou um novo delta inteiramente novo na Baía Kapoho. Na tarde daquele dia, a lava tinha praticamente preenchido a baía rasa. Este vulcão está literalmente mudando a forma da ilha em tempo real.

O “laze”, palavra composta dos termos “lava” e “haze” (neblina), pode parecer lindo, mas é potencialmente mortal. Quando a lava com mais de 1.300 ºC atinge o oceano, uma reação química ocorre, produzindo uma mistura de ácido clorídrico, vapor e partículas de vidro. As nuvens resultantes do “laze” podem causar danos aos pulmões, irritação dos olhos e da pele, além de morte em casos extremos.

Caso você esteja se perguntando sobre quem mora na região, eles todos deixaram o local antes de ser atingidos pelo gás nocivo. Até o momento, mais de 2.500 pessoas tiveram de evacuar a região, e mais de 300 estão buscando refúgio em centros comunitários.

[Serviço Geológico dos Estados Unidos]