Segundo dados do Ministério da Saúde de Israel, uma terceira dose de vacina da Pfizer contra a Covid-19 aumentou em até seis vezes a proteção de idosos contra casos graves e hospitalizações.

A descoberta, anunciada no último domingo (22), foi feita pelos institutos de pesquisa em saúde e epidemiologia Gertner e KI. Segundo os especialistas, a proteção observada 10 dias após a imunização foi quatro vezes maior do que a fornecida após a segunda. Porém, ao considerar casos graves e internações, a eficácia subiu em seis vezes.

Israel começou a aplicar terceiras doses para maiores de 60 anos em 30 de julho. Isso porque esta é a faixa etária mais vulnerável ao vírus e foi a primeira a vacinar quando a campanha começou no país.

Nas últimas semanas, as autoridades israelenses disseram que a imunidade diminuiu com o tempo. Assim, há a tentativa de prevenir novos casos da doença. É preciso lembrar que o local vem lutando contra um surto da variante Delta desde junho, o que fez aumentar o número de internações.

Mas Israel não é o primeiro país a aprovar uma dose de reforço. A Hungria também disponibilizou a terceira dose desde o início de agosto para todos aqueles que quiserem — sendo aplicada quatro meses após da segunda dose. A República Dominicana, o Chile, o Uruguai, a França e os Estados Unidos também estão planejando administrar uma nova leva de imunização.

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Ainda não há um consenso sobre o tema. Para a OMS ainda é preciso priorizar os países que ainda não conseguiram administrar doses à sua população, até que se chegue a ao menos 10% das pessoas vacinadas em todos os países. “Eu entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas usando ainda mais”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.