O Martin Jetpack está sendo projetado há mais de 35 anos e essa versão, que promete ser o primeiro jetpack comercial do mundo, está prevista para chegar ao mercado em meados do ano que vem. Mas o sonho de voar pelos ares sozinho ainda não é real, e quando for, será para poucos: a brincadeira custa US$ 150.000 e os usuários precisam de habilitação de voo para pilotá-lo.

O jetpack, também conhecido por P12, é feito de fibra de carbono e alumínio, com um motor V4 de 200 cavalos que atingem 1.000 m de altitude, podendo carregar humanos de até 120 kg por cerca de 30 minutos (ou 30 km) a até 74 km/h.

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Os pilotos do jetpack podem levantar voo e pousar na vertical, o que, teoricamente, permite que o modelo seja usada em terraços, jardins e outros locais mais restritos — o que o torna uma alternativa prática e ideal aos helicópteros tradicionais. O modelo conta ainda com um paraquedas interno para possíveis problemas no voo que funciona em baixas altitudes, salvando tanto o piloto quanto o jetpack.

Peter Coker, executivo chefe da Martin Aircraft, afirma que o jetpack é tão seguro quanto um carro de Fórmula 1, já que as duas máquinas compartilham estruturas de segurança semelhantes.

A Martin Aircraft, a empresa neozelandesa responsável pelo jetpack, acredita que os interessados pelo modelo não serão bilionários querendo um brinquedo caro ou uma maneira arriscada de ir ao trabalho, e sim serviços de emergência, como bombeiros e policiais — a habilidade de pousar em locais restritos é o principal atrativo do jetpack.

A empresa apresentou o jetpack na Paris Airshow, uma feira de aviação, na França, semana passada. Nela, usuários puderam testar a experiência de voar um jetpack em realidade virtual com o auxílio de um headset Oculus Rift. “A ideia de ter um simulador na feira é para que as pessoas experimentem o que um jetpack pode fazer”, diz Coker.

O Martin Jetpack será disponibilizado para serviços de emergência em 2016 e uma versão de uso privado deve chegar ao mercado em 2017. Entretanto, a empresa vem anunciando o lançamento Martin Jetpack há alguns anos — o último anúncio, feito em 2013, prometia  uma versão comercial do protótipo para meados de 2014, o que não ocorreu.

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A promessa de entregá-lo no ano que vem, dois anos depois do último prazo, parece um pouco mais palpável graças às novas imagens, ao vídeo e especialmente por conta do investimento de US$ 50 milhões que a empresa chinesa Kuang-Chi Science fez recentemente na companhia — a Martin Aircraft é hoje avaliada em US$ 100 milhões. No entanto, mostramos no mês passado como o prazo de carros e outros modelos voadores tende a se estender pelos anos, sempre com prazos próximos, mas nunca concretos.

O carro voador Terrafugia Transition, por exemplo, deveria ser entregue aos consumidores em 2010, de acordo com promessas feitas em 2008. Em 2010, o carro-avião não estava pronto, mas a promessa era que a entrega dos primeiros modelos fosse feita no ano seguinte, em 2011. Em 2014, nada do carro voador, mas existe a promessa dele chegar junto do Martin Jetpack, em 2016. Será que dessa vez vai? Talvez seja melhor esperar para ver. Mas é bom saber que existe um simulador em VR, e que pelo menos essa tecnologia está cada vez mais próxima de nós. [The Guardian, Reuters]

Foto de capa: Martin Aircraft