A operadora Oi entrou nesta segunda-feira (20) com um pedido de recuperação judicial de R$ 65,4 bilhões, o maior já registrado na história, segundo relatado pelo G1 e pela Folha de S. Paulo. Na prática, a empresa está sinalizando ao mercado que não tem dinheiro para pagar suas dívidas.

De acordo com a empresa, essa operação deve assegurar a continuidade de oferta de serviços de qualidade aos clientes, dentro do estabelecido pela Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações).

A lei de recuperação judicial define que empresas com dificuldade financeira sinalizem sobre a situação e tentem sanar a dívida com seus credores. A empresa tentou uma negociação com credores argumentando que 60% dos seus recebíveis estão penhorados com bancos brasileiros. No entanto, a companhia declarou na última sexta-feira (17) que não teve sucesso.

De acordo com a legislação, há pelo menos 6 meses para a negociação entre a companhia e seus credores. Caso não haja acordo, é decretada a falência.

Em um comunicado ao mercado, a Oi informou o seguinte:

“Considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa das empresas Oi representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das empresas Oi, a companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada, neste momento.”

A Oi informa que não haverá demissões e que os consumidores não serão prejudicados. Além disso, existe há um tempo um movimento no mercado de telecomunicações sobre a possibilidade da venda de ativos da Oi para outras operadoras.

No ano passado, havia a possibilidade de uma fusão entre TIM e Oi, que seria mediada por um fundo russo chamado LetterOne. Porém, a operação não foi adiante com a desistência da TIM.

Atualizado às 19:26

[Reuters, G1 e Folha de S. Paulo]