Geralmente um erro é algo negativo. Talvez signifique que o seu personagem no videogame fique preso numa parede ou faça com que você seja preso injustamente. Para um homem australiano chamado Luke Moore, um simples erro técnico do banco permitiu que ele gastasse US$ 1,3 milhão em carros, viagens, strippers e drogas durante dois anos.

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Em março de 2010, Moore era um estudante de direito quebrado, que pedia benefícios governamentais. Ele foi ao banco St. George e abriu uma “Complete Freedom Account” – conta com proteção para saque a descoberto. Rapidamente descobriu toda a liberdade que a conta poderia oferecer.

Depois de sacar US$ 9 mil, Moore percebeu que o banco nunca o impediu de pegar mais e mais dinheiro.

O rapaz sacava o dinheiro do St. George e colocava em outros bancos. Então aproveitou para viajar o mundo, foi para lugares como Tailândia e Gold Coast, na Austrália. Comprou um Aston Martin, uma Maserati e um Hyundai. Pegou um barco, uma camisa autografada do Michael Jordan e algumas obras de arte do Banksy. Ele também aproveitou para cuidar de coisas como seguro e hipoteca.

Então tudo acabou quando o banco finalmente percebeu o erro, dois anos e mais de um milhão de dólares depois.

Parecia que essa seria uma típica história de exageros que teria um triste fim, principalmente quando Moore foi sentenciado a um máximo de quatro anos e meio de prisão por obtenção de vantagens financeiras sob má-fé e três anos por lidar com o produto do crime, a serem cumpridas simultaneamente. Mas não, a vida sorriu novamente para esse rapaz.

Ele ficou cinco meses na cadeia e, no dia 1º de dezembro, um tribunal de apelação anulou a pena porque ele “não agiu de má-fé” ao desviar os fundos do banco. O banco não fez nada para impedi-lo e Moore nunca tentou enganá-los. Por ser um criminoso tão inepto, ele conseguiu sair dessa.

Hoje ele dirige um carro de US$ 800 e mora com a mãe. Devolveu todas as coisas que comprou. Moore disse ao Daily Telegraph que não sente saudade da vida abonada “exceto a cocaína, as strippers e os carros”.

[Daily Telegraph via New York Post]
Imagem: Tax Credits/Flickr.