Betacaroteno, pelo que sei desde que estudei Biologia na escola, é um pigmento que dá a cor a cenouras e batatas doces. Mas além de ser usado como corante alimentar e ser recomendado por muitos médicos como um suplemento, ele também é a base do crescente negócio de agricultura sintética – o que raramente vemos, já que é mais forte na Austrália rural. Mas estas fotos tiradas pelo fotógrafo australiano Steve Back dão uma ideia de como é por dentro da maior fazenda de betacaroteno do mundo.

De acordo com um artigo na Feature Shoot, Back foi contratado para fotogravar alguns cenários aéreos tradicionais por um hotel luxuoso em Perth no começo do ano. Ao voar pela costa norte da cidade, o avião cruzou a Lagoa Hutt, uma lagoa salgada separada do oceano por uma pequena faixa de terra. Ele explica:



Eu percebi esses lagos no mapa e no Google Earth, e então decidi que valia a pena dar uma olhada. Do chão, a coloração rosa não é tão evidente e pouco impressionante, mas do ar parece fantástico. São cenários naturais, mas com cores de outro mundo. E em uma primeira olhada não dá para dizer se você está perto ou longe deles.

Hutt é lar de uma das maiores fazendas de algas do mundo, um labirinto de 420 metros quadrados de águas salinas e algas que pertencem à enorme empresa farmacêutica alemã Cognis. Lá, a Cognis mantém uma fazenda de betacaroteno há mais de trinta anos – ela é usada para colorir comidas como margarina, e também para criar revestimentos para drogas farmacêuticas.

É fascinante dar uma olhada em uma indústria tão bem estabelecida, porém obscura – e me faz pensar em quantas outras fazendas de suplementos existem por aí, esperando para serem descobertas pelo resto do mundo mesmo que seja por acidente. Agora que descobrimos as fazendas de betacaroteno, é apenas uma questão de tempo até conseguirmos uma exposição das minas de óleo de peixe da Nova Zelândia.

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