Coloque os lasers no modo estelar. O Observatório Paranal, no Chile, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), agora tem quatro feixes de laser poderosos que podem criar estrelas artificiais no céu noturno.

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Engenheiros do observatório vêm testando o sistema desde setembro passado. O primeiro uso bem sucedido dos lasers, na última terça-feira (26), marcou o nascimento da mais poderosa estrela guia laser já usada na astronomia.

O sistema de laser de ponta, chamado Infraestrutura de Quatro Estrelas Guia Laser (4LGSF), dispara quatro raios laser de 22 Watts na camada de sódio na alta atmosfera. Cada raio tem 30 centímetros de largura. Felizmente eles não serão utilizados para aniquilar planetas, como explica o ESO:

A Infraestrutura de Quatro Estrelas Guia Laser (4LGSF, sigla do inglês) lança quatro raios laser de 22 Watts para o céu, fazendo brilhar átomos de sódio que se encontram na camada superior da atmosfera, o que faz com que estes se pareçam com estrelas verdadeiras, criando assim estrelas guia artificiais. As estrelas artificiais permitem aos sistemas de ótica adaptativa compensar os efeitos de distorção causados pela atmosfera terrestre, de modo que os telescópios possam criar imagens muito mais nítidas. Utilizar mais de um raio laser permite aos astrônomos mapear a turbulência atmosférica com muito mais detalhes, o que melhora significativamente a qualidade da imagem num campo de visão muito maior.

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Imagem esquemática da Infraestrutura de Quatro Estrelas Guia Laser no VLT do ESO. Crédito: ESO/L. Calçada

Imagem: ESO/S. Lowery

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Imagem: ESO/G. Hüdepohl

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Imagem: ESO/S. Lowery

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Imagem: ESO/G. Hüdepohl

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Imagem: ESO/G. Hüdepohl

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Imagem: ESO/F. Kamphues

Imagem de topo: ESO/F. Kamphues