Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está fazendo um estudo de paisagens para recolher informações sobre passado — e o futuro — da Terra. 

Basicamente, os cientistas olham para as paisagens do passado e buscam entender como elas foram moldadas. Isso inclui desde variações de temperatura, mudanças no ciclo de rios, movimentos de placas tectônicas e por aí vai. O geomorfologista Taylor Perron contou mais detalhes sobre seu trabalho em entrevista à PBS.

A partir disso, os pesquisadores conseguem compreender com mais facilidade como as mudanças climáticas poderão impactar no futuro do planeta. As projeções são feitas a partir de observações do mundo real combinadas modelos matemáticos e simulações de computador. 

O ciclo da água, por exemplo, é uma peça importante deste quebra-cabeça. Quando a chuva cai, ela não só causa erosão direta nas rochas, como também aumenta o fluxo de rios. As correntes d’água também desgastam montanhas e transportam o material erodido para os oceanos.

Ao medir a quantidade de chuva que caiu em certa parte do planeta nos últimos anos, por exemplo, é possível entender seu efeito direto nas paisagens. Mas existe a interferência humana, como a construção de barragens. Diretamente, as pessoas também mudam o clima e, consequentemente, as paisagens. O que os geomorfologistas fazem é olhar para essas transformações – naturais ou não – e simular seus efeitos futuros.

Há ilhas vulcânicas que fornecem boas informações. Kauai, no Havaí, por exemplo, possui um lado voltado para os ventos alísios, que acaba recebendo muito mais chuva. Sua outra face, que não recebe água com a mesma intensidade, é mais seca. O verde e o marrom de paisagens diversas se misturam em uma mesma localidade, dando muitos dados aos pesquisadores.

Assine a newsletter do Gizmodo

E nem é preciso se prender a Terra. A própria observação de Marte pode ajudar cientistas a entender as mudanças por aqui. O planeta vermelho, por exemplo, guardou rios e lagos no passado, sendo hoje um deserto gelado. O que aconteceu por lá? Estaríamos fadados ao mesmo destino? 

São perguntas que os cientistas ainda tentam responder com o estudo de paisagens. Quando chegarem a solução, será mais fácil lidar com as consequências.