A Federal Aviation Administration (FAA), órgão equivalente à Anac nos Estados Unidos, divulgou um relatório preliminar sobre sua revisão inicial da atualização do software do Boeing 737 Max, após os dois acidentes de avião que aconteceram na Indonésia e na Etiópia e que mataram 346 pessoas.

O novo relatório da FAA, publicado na terça-feira (16), considerou o software da aeronave “operacionalmente adequado”.

O software de estabilização automática do Boeing 737 Max, conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), foi citado como um possível contribuinte para os trágicos acidentes. De acordo com a Reuters, a empresa reprogramou o software 737 Max para que ele não iniciasse o MCAS por engano.

Após os acidentes, companhias aéreas deixaram de utilizar a aeronave em meados de março e a Boeing diminuiu a fabricação do modelo em 20%, além de ter interrompido entregas de modelos já encomendados. A paralisação do uso do modelo teve efeitos extensivos sobre a indústria da aviação. No mês passado, relatórios mostraram que a American Airlines estava cancelando 90 voos por dia.

O novo relatório foi produzido pelo Flight Standardization Board (Diretoria de Padronização de Voos). O grupo é composto por pilotos, engenheiros e especialistas em aviação. O documento inclui uma recomendação para que os pilotos do 737 Max façam um novo treinamento virtual para aprender sobre o sistema MCAS.

A Reuters informa que as ações da Boeing subiram 2% após a divulgação do relatório da FAA.

A Boeing não respondeu imediatamente a um pedido de comentários da Gizmodo.

Um porta-voz da FAA disse ao Gizmodo que a Boeing ainda precisa enviar formalmente o pacote de software para aprovação da agência, então parece que a Boeing – ou seja, a novela ainda não terminou.

[Reuters, CNBC]