Cumprir todos os mandatos de saúde pública contra a Covid-19, como máscaras e distanciamento social é essencial para a diminuição do contágio da doença. Ainda assim, há quem não siga essas recomendações. Portanto, algumas autoridades de saúde começaram a adotar uma tática diferente: denunciar publicamente e envergonhar as pessoas que se recusam a obedecer, na esperança de que a culpa os leve a fazer a coisa certa.

O ministério da saúde pública do Japão divulgou os nomes de três indivíduos pegos desrespeitando as regras para viagens internacionais depois de retornar do exterior no mês passado. Segundo o documento, entre os três visitantes estavam dois japoneses na casa dos 20 anos vindos da Coreia do Sul e uma pessoa na casa dos 30 anos vinda do Havaí. Embora os três tenham testado negativo para a Covid-19 em sua chegada, todos se recusaram a atender chamadas de vídeo de acompanhamento das autoridades de saúde.

O Japão tem algumas diretrizes bastante rígidas para quem viaja dentro e fora do país, incluindo um período de monitoramento de 14 dias. As pessoas são convidadas a ficar em casa durante o período, não se deslocarem via transporte público e manterem contato com qualquer autoridade pública. De acordo com a declaração do Ministério, eles evitaram deliberadamente cumprir essa etapa final; então seus nomes foram colocados no ar. Esta é a primeira vez que o país realmente nomeou e envergonhou os violadores desde o primeiro anúncio da política em maio passado.

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No momento, hospitais em todo o Japão estão sofrendo com uma nova onda de casos de coronavírus. Na terça-feira, o primeiro-ministro Yoshihide Suga anunciou que, para conservar os poucos leitos que lhes restavam, apenas aqueles que estavam em estado terminal ou em sério risco seriam admitidos em unidades de tratamento – pelo menos por enquanto. Na semana passada, o número de casos diários ultrapassou 10 mil pela primeira vez desde o início da pandemia, e as Olimpíadas de Tóquio também não ajudaram muito nesse sentido. No momento em que este artigo foi escrito, havia quase 300 atletas e funcionários olímpicos que confirmaram testes positivos para o coronavírus.