O Facebook afirmou nesta quarta-feira (27), durante uma conferência com acionistas para divulgação de resultados financeiros da empresa no quarto trimestre de 2020, que vai se comprometer com a redução da quantidade de conteúdo político que os seus usuários estão consumindo. Esta não é a primeira (e provavelmente não será a última) vez que a empresa se pronuncia sobre a propagação destes conteúdos em sua plataforma.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, enfatizou o compromisso da empresa em reduzir o conteúdo político após uma tentativa de insurreição no Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro deste ano, pois era uma “continuação do trabalho que estamos fazendo há algum tempo para acalmar os ânimos e desencorajar conversas polarizadas.” Completou trazendo o feedback de quem utiliza a rede social. “Um dos principais comentários que estamos ouvindo de nossa comunidade no momento é que as pessoas não querem que brigas por conta de política dominem sua experiência em nossos serviços”.

Durante o depoimento que deu ao Congresso em outubro de 2020, Zuckerberg afirmou que o Facebook já havia parado de indicar todos os “conteúdos políticos ou grupos de questões sociais” em um esforço para minimizar a discórdia antes da eleição presidencial, que já estava para ser iniciada.

Entretanto, uma investigação publicada pela The Markup em 19 de janeiro descobriu que, para a surpresa de ninguém, a plataforma continuou, de fato, a recomendar grupos políticos aos seus utilizadores ao longo do mês de dezembro. Para fechar com chave de ouro, a apuração concluiu que uma série de grupos mostrados aos apoiadores de Trump incluíam postagens explicitamente pedindo violência política, o que não é lá muito legal, dado o estado atual das coisas.

Além de restringir os grupos políticos recomendados, Zuckerberg também confirmou que a companhia também está planejando estratégias para impedir permanentemente que a quantidade deste conteúdos seja vista nos feeds de notícias diariamente.