Mark Zuckerberg e sua turma estão sendo pressionados desde as eleições de 2016 dos Estados Unidos. O Facebook teve um papel muito importante no resultado e o escândalo da Cambridge Analytica forçou a rede social a levar mais a sério a pressão pública. Nesta semana, a companhia anunciou uma nova medida para tornar campanhas políticas mais transparentes na plataforma: haverá uma identificação direta de quem pagou pelo anúncio, tanto no Facebook quanto no Instagram.

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De acordo com o Facebook, a identificação é uma ferramenta importante para verificar se a empresa ou pessoa promovida é quem está pagando pelos anúncios, ou se um terceiro está o fazendo. O usuário poderá clicar na etiqueta com o nome do pagador e obter mais informações como a verba destinada para aquela publicidade e quantas pessoas já visualizaram.

Os anunciantes que quiserem rodar conteúdos políticos precisarão ainda verificar sua identificação e localização, evitando que estrangeiros tentem influenciar nos resultados das eleições. De acordo com a CNN, parte dessa processo de verificação exigirá os últimos quatro dígitos do número de segurança social (documento equivalente ao CPF no Brasil), um endereço de email válido nos EUA e uma identificação emitida pelo governo.

Apesar de pedir tantas identificações, o Facebook não revelou quais ferramentas e serviços irá utilizar para verificar as informações. O que, convenhamos, não é muito transparente.

A medida vale apenas para os Estados Unidos, mas abre possibilidade para que a rede social adote essa política em outros países. Google e Twitter também anunciaram iniciativas que exigem identificação para anúncios relacionados com campanhas políticas, também nos EUA.

No Brasil, publicações pagas em redes sociais foram liberadas para as eleições, mas o máximo que veremos é o selo “Patrocinado”, pelo menos no pleito de 2018.

[Facebook]