O Facebook e o Instagram anunciaram nesta terça-feira (8) que vão intensificar os esforços para que influenciadores menores gerem mais receita e consigam mais seguidores em suas redes sociais. Isso acontecerá por meio de um pacote de incentivos financeiros adicionais, o que deve ajudar a manter ainda mais pessoas conectadas em ambos os serviços.

Criadores que querem vender produtos ou construir sua marca no Instagram ou Facebook poderão vincular seu perfil pessoal à sua loja — antes, somente um perfil comercial podia abrir um marketplace. O criador pode escolher vincular uma loja que já existe ou criar uma nova a partir do perfil pessoal, o que vai permitir com que eles vendam seus produtos diretamente para os seus seguidores.

Outra novidade é a monetização através do recurso “Badges” no Ao Vivo do Instagram, que será revertido em pagamento extra toda vez que os criadores de conteúdo completarem algumas “missões”. No Facebook, esse mesmo recurso funcionará a partir da função de Estrelas, com objetivos como transmitir ao vivo por um determinado número de horas ou ganhar uma quantidade de Estrelas de fãs dentro de um período de tempo.

“Acreditamos que você deve ser recompensado pelo valor que agrega aos seus fãs e à comunidade em geral”, disse Mark Zuckerberg durante a Creators Week, semana de programas virtuais de desenvolvimento profissional para criadores aspirantes e emergentes no Instagram e no Facebook, realizada nos Estados Unidos..

Os incentivos em dinheiro parecem explicitamente projetados para manter os influenciadores… Bom, influenciando outras pessoas. Além, claro de encher ainda mais o cofrinho desses criadores de conteúdo. Ao mesmo tempo, deve atrair mais usuários tanto para o Facebook quanto o Instagram.

Assine a newsletter do Gizmodo

Notavelmente, os bônus também parecem ser explicitamente direcionados a criadores de médio porte, em vez de pessoas com milhões de seguidores nas redes sociais. Isso parece estar de acordo com a meta recentemente declarada de Zuckerberg de estabelecer uma espécie de “classe média criadora” — um subconjunto de influenciadores que, apesar de ter plataformas substanciais, ainda não são grandes ou influentes o suficiente para conseguir ofertas de patrocínio de grandes marcas.

“Eu acho que qualquer visão positiva do futuro tem que envolver muito mais pessoas sendo capazes de ganhar dinheiro expressando sua criatividade e fazendo coisas que querem fazer, ao invés de coisas que precisam — e ter as ferramentas e a economia em torno deles para apoiar seu trabalho é crítico”, acrescentou Zuckerberg.