Um presídio no Ceará recentemente passou por uma vistoria que apreendeu mais de quatrocentos celulares. Os detentos, então, se organizaram para obter novos aparelhos de um jeito bem ousado – com uma falsa grávida.

Como não contrabandear 94 iPhones pela alfândega
Precisamos de uma lei nacional para bloqueadores de celular em presídios

Segundo o G1, uma mulher foi detida em flagrante neste domingo (7) tentando entrar com 164 celulares, 109 chips e 50 carregadores em uma prisão de Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza.

Os aparelhos – que pesavam 20 kg no total – estavam presos em uma cinta amarrada no abdômen da mulher e em um short por baixo do vestido que ela usava. Durante a vistoria, ela disse que estava grávida, mas não convenceu.

A mulher, de 30 anos, alega não ter nenhum parente na CPPL I (Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto I). Ela diz que está desempregada, e que um homem a abordou numa feira de confecções em Fortaleza oferecendo uma moto para ela fazer a entrega. A mulher foi encaminhada à Delegacia Metropolitana de Maracanaú, e a polícia investiga o caso.

falsa gravida celulares presidio
Os celulares, carregadores, chips e fones de ouvido apreendidos (Divulgação/Sejus)

Em julho, agentes penitenciários apreenderam 450 celulares em uma vistoria nesse mesmo presídio, como lembra a Globo News. E em junho, 359 celulares foram apreendidos nas CPPLs 3 e 4 – trata-se de um complexo penitenciário com várias unidades.

Enquanto não houver uma política nacional para instalar bloqueadores de sinal em presídios, casos como este continuarão acontecendo, com detentos comandando atividades criminosas à distância.

Não é a primeira vez que vemos esta forma de contrabando: em março, uma mulher de 25 anos foi detida em Goiás pela Polícia Rodoviária Federal disfarçando três tijolos de cocaína pura como uma gestação de cinco meses.

[G1 e Globo News]

Foto de grávida real com celular por Raelene Gutierrez/Flickr