A Samsung revelou este ano seu primeiro Galaxy com bordas de metal: o Alpha tem especificações intermediárias em um corpo bastante fino. Ele chegou ao Brasil custando R$ 2.199 mas, como sempre, já é possível comprá-lo por menos.

No varejo online, encontramos o Galaxy Alpha apenas no Submarino, onde ele custa até R$ 1.880 (à vista no cartão da loja). E o que ele oferece?

A tela Super AMOLED tem 4,7 polegadas com resolução 720p. Por dentro, o Galaxy Alpha tem processador de oito núcleos – quatro de 1,8 GHz para tarefas pesadas, e quatro de 1,3 GHz que gastam menos energia. São 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno, sem suporte a cartão microSD. Ele roda Android 4.4 KitKat.

A câmera traseira de 12 MP grava vídeos em resolução 4K a 30fps. Há um flash LED e, abaixo dele, o sensor de batimentos cardíacos. Na parte frontal, há uma câmera de 2,1MP, e o botão Home tem leitor de impressões digitais para desbloquear o aparelho.

A borda de alumínio chanfrado tem apenas 6,7 mm de espessura e, como a traseira é de plástico, o aparelho é leve: são 115 g. No entanto, a bateria é de 1.860 mAh, redução de um terço em relação ao Galaxy S5.

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Ele é bom?

Gizmodo US e Engadget concordam que o Galaxy Alpha “é o smartphone mais bonito que a Samsung já fez”. Ele é incrivelmente leve e, apesar de fino, é bem confortável de segurar.

A performance “não decepciona, ele é rápido e fluido”. E a bateria, talvez a maior preocupação em um aparelho tão fino assim, é razoável: “o Alpha acabou durando consistentemente por um dia inteiro, embora raramente sobrasse muita carga”, diz o The Verge. (Ele tem o modo de Ultra Economia, o que pode ajudar.)

A câmera de 12 MP também é bacana: pode não ser tão boa quanto o Galaxy S5, mas captura bastante detalhe em ambientes iluminados. Em situações de pouca luz, no entanto, os resultados não são consistentes: algumas fotos ficam boas; outras sofrem com ruído.

Uma reclamação comum é a tela. Do Gizmodo US:

Em comparação com os displays Full-HD que você provavelmente está acostumado a ver em smartphones de alto nível, o Alpha tem uma tela Super AMOLED com resolução HD, e ele usa a tecnologia PenTile de subpixels. Isso significa uma tela que não é tão nítida e é visivelmente mais verde-azulada do que outros.

A tela menor de 4,7 polegadas acaba sendo um problema por causa do TouchWiz: “a área de notificações está sobrecarregada com tantos botões, configurações e atalhos que há pouco espaço para as notificações de verdade”, diz o The Verge. O leitor de digitais não funciona muito bem, tal qual no Galaxy S5. Mas a principal crítica é o preço: mesmo nos EUA, ele é muito caro.

No fim, o Galaxy Alpha é um bom esforço da Samsung em criar um smartphone com design premium, só que ele “parece um precursor do que está por vir, um conceito interno antes que uma versão mais robusta seja lançada”, diz o Gizmodo US.

Se você quer um Galaxy com especificações melhores e corpo de metal, o jeito é esperar pelo Galaxy Note 4, que estava previsto para ser lançado em outubro no Brasil.

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