A propaganda é o reflexo da sua época. Algumas tornam-se memoráveis e ultrapassam as barreiras do tempo, mas a maioria usa o que está em voga para a sua finalidade — vender. As propagandas de computadores atuais, por exemplo, focam em mobilidade, leveza, nuvem, multimídia. Mas e as dos primeiros computadores, da década de 1960?

O Computer History Museum compilou uma seleção de brochuras e cartazes de fabricantes de computadores das décadas de 1950, 1960 e 1970 na exposição virtual “Selling the Computer Revolution”. As peças são bem, bem interessantes e mostram um pouquinho da percepção que as pessoas tinham dos computadores em cada uma delas.

Na década de 1950, por exemplo, o foco das peças publicitárias eram executivos e engenheiros. Os computadores eram grandes e rudimentares, então o foco era nas especificações; o RCA 501, por exemplo, vinha com a chamada “Direcionado a executivos com faro por fatos”. O  Bendix G-15 trazia uma bizarra tabela de desempenho para continhas básicas (subtração, adição, multiplicação e divisão) em milissegundos! A preocupação com custos também era levada em consideração, sempre usando números redondos e fáceis de lembrar.

Nos anos 1960, os computadores encolheram um pouco e a publicidade ficou mais diversificada, com cenários ao ar livre, mulheres fazendo figuração e até uma peça na Lua. Uma década depois, a avalanche dos PCs, os computadores pessoais, mudou radicalmente os anúncios; entraram crianças, mulheres fazendo atividades domésticas e até artistas.

A exposição virtual é uma viagem no tempo pra lá de bacana. O texto do Ars Technica (em inglês), também. Veja e leia tudo nos links ao lado. [Selling the Computer Revolution via Ars Technica]