O Twitter anunciou que vai se unir ao Facebook, Microsoft e YouTube para tentar conter a propagação de conteúdos terroristas online ao compartilhar uma base de dados de “hashes” — impressões digitais únicas — para imagens de violência terrorista ou vídeos de recrutamento para serem removidos das plataformas.

Este anúncio vem após a União Europeia ter avisado as empresas para corrigirem o problema de discurso de ódio em suas plataformas ou a instituição faria algo nesse sentido.

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A Comissão Europeia liberou um relatório no domingo que revelou que o Twitter, Facebook, YouTube e Microsoft não estavam cumprindo de forma adequada o código de conduta da União Europeia para corrigir o problema de discurso de ódio na internet.

Vĕra Jourová, comissária para a Justiça da União Europeia, chegou ao dizer ao Financial Times que “se Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft não convencerem a mim e aos ministros que uma abordagem não legislativa pode funcionar, eles vão ter de agir rápido e fazer um forte esforço nos próximos meses.”

Aparentemente, esta base de dados compartilhadas com hashes é a tentativa rápida e forte que a União Europeia solicitou — embora o anúncio da iniciativa feita pelo Twitter não mencione a União Europeia. “Cada companhia vai independentemente determinar quais hashes de imagem e vídeo vão contribuir para esta base de dados compartilhada”, informou o Twitter.

As empresas separadamente vão manter suas políticas únicas sobre definição de material terrorista e de remoção desses conteúdos de suas plataformas. Além disso, os hashes estarão disponíveis para outras empresas identificarem tais materiais.

A Comissão Europeia vai se reunir em Bruxelas na quinta-feira (8) para discutir este relatório que trata de como essas companhias podem lidar com o discurso de ódio na internet.

[Twitter e Facebook]

Imagem do topo por Getty