O Google decidiu que vai interferir nos sites que tentarem encher seus conteúdos em vídeo com anúncios publicitários. As medidas começarão em agosto e terão foco em três tipos de publicidade.

A companhia revelou seus planos nesta quarta-feira (5) e disse que a partir de 5 de agosto de 2020 os sites deverão parar de exibir determinados tipos de anúncios em vídeo. Caso contrário, o Google vai parar de mostrar todos os anúncios desses sites.

A decisão segue um novo padrão de publicidade do Coalition for Better Ads (ou Coalização para melhores anúncios, uma organização que o Google faz parte) para conteúdos em vídeos curtos, tanto para smartphones quanto para computadores. As diretrizes são baseadas em pesquisas feitas com 45 mil consumidores em oito países e mira diminuir formatos de publicidade em vídeo que sejam irritantes.

O grupo, que inclui pesos-pesados da indústria de anúncios como o Facebook e a News Corp, isolou três tipos de anúncios irritantes que aparecem antes, durante ou depois de um vídeo que tem menos do oito minutos de duração.

Essas publicidades específicas para vídeos incluem: anúncios ou grupos de anúncios maiores do que 31 segundos que não possam ser pulados depois de alguns momentos, anúncios que interrompem o conteúdo em algum ponto no meio do vídeo e anúncios que aparecem no meio de 1/3 do conteúdo que está rodando e que ocupam pelo menos 20% do quadro do vídeo, como mostrado abaixo.

Animação com propaganda ocupando área do vídeo

“A Coalition for Better Ads tem o prazer de adicionar esse novo Padrão em nossas ferramentas para ajudar a indústria da publicidade online a melhorar a experiência para os consumidores”, disse em um comunicado Neal Thurman, diretor do Coalition for Better Ads. “Ampliar os ambientes cobertos pelos nossos Padrões irá beneficiar consumidores e oferecer orientação adicional para que os negócios respondam às preferências dos consumidores.”

As novas regras também darão a todos os gigantes de publicidade que fazem parte do grupo um maior nível de controle sobre que tipos de anúncios são ou não aceitáveis na internet. O Chrome mantém actualmente cerca de 60% da fatia do mercado de navegadores web em todo o mundo.

Além de responsabilizar a internet em geral por experiências melhores de anúncios de vídeo, o Google disse que o YouTube também seguirá os mesmos padrões.

O gerente de produtos Jason James escreveu no blog da empresa que o Google irá “atualizar nossos planos de produtos em todas as nossas plataformas de anúncios, incluindo o YouTube, para seguir esse padrão e aproveitar a pesquisa como uma ferramenta para ajudar a orientar o desenvolvimento de produtos no futuro”.

Essas práticas, no entanto, já parecem estar de acordo com aquilo que o YouTube já faz.