O Google liberou sua engine de inteligência artificial em um projeto chamado TensorFlow. Com isso, a empresa espera acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial contando com a ajuda de desenvolvedores do mundo inteiro.

A engine do Google é bastante competente. É com ela que serviços como o novo Google Fotos funcionam, além dela também ser usada para melhorar buscas feitas na internet, traduzir textos de um idioma para o outro e reconhecimento de voz. Mas ela não é perfeita. Com ajuda externa, a empresa espera conseguir torná-la muito melhor – o que beneficiaria bastante o próprio Google.

Mas, claro, nem todos os segredos do Google serão entregues de bandeja para o resto do mundo – apenas parte do seu motor de AI será liberado, apenas alguns algoritmos dele. Conseguir a infraestrutura de hardware para fazer esse motor funcionar é outra história.

Ainda assim, é uma ação bem-vinda e agrada a desenvolvedores que já atuam na área. “O Google está entre cinco e sete anos à frente do resto do mundo [em AI]. Se eles abrirem o código das suas ferramentas, isso pode fazer todo mundo ficar melhor em aprendizagem de máquina”, disse Chris Nicholson, da startup de inteligência artificial Skymind, à Wired.

Alguns desenvolvedores que vem mexendo no TensorFlow há algum tempo elogiam as capacidades da engine do Google. Christopher Manning, professor da Universidade de Stanford, diz que a tecnologia é mais avançada que outras existentes, sendo capaz de realizar operações com muito mais rapidez – por isso, ele acredita que ela será amplamente adotada pela comunidade. “Como pesquisador, se uma ferramenta faz as coisas ficarem mais rápidas, ela é bastante convincente”, disse Manning à Bloomberg.

E é da ajuda de pessoas como Manning que o Google conta para fazer a sua inteligência artificial ficar ainda mais inteligente, e, mais do que isso, se torne a referência para o desenvolvimento de AIs no futuro.

Não é só o Google que está investindo bastante nas pesquisas de inteligência artificial. Facebook, Twitter e Microsoft são algumas das empresas que também atuam bastante na área. E o Google não é o primeiro a liberar a engine para todos mexerem – sistemas como Torch (do Facebook), Caffe e Theano também são open source.

Saiba mais: [TensorFlow via Bloomberg, Wired, Wall Street Journal]

Foto por Marcio Jose Sanchez/AP