O Google liberou ontem o novo app do Google Maps para iOS e Android, e ele nos deu acesso a alguns novos recursos, como reservar mesas em restaurantes de dentro do app. Mas ele também nos dá uma ótima ideia de como o Material Design vai transformar todo o pacote de produtos criados pelo Google.

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O Maps não é o primeiro app a receber o Material Design – o Chrome e o Hangouts já estão há um bom tempo com o novo design no Android, e diversos outros serviços foram remodelados nas últimas semanas. O Maps é um dos mais recentes, mas o fato dele já estar adaptado também no iOS nos ajuda a ver como a nova diretriz de design do Google vai se comportar fora do Android.

Então o que mudou? Eis um pequeno tour pelo processo de conseguir direções no Google Maps 4.0. Como você pode ver, a barra de endereço está maior e mais clara, e a interface de usuário eliminou riscas e sombras de outrora. O novo Maps está à direita:

Comparação entre o antigo Google Maps (esquerda) e o novo (direita)

Também há um botão para ativar comandos de voz na caixa de endereço, enquanto outras opções foram transformadas em um ícone no formato de hambúrguer. O que também é facilmente perceptível? Os botões maiores para direções e para a minha localização, que agora são circulares e sobrepostos entre o mapa e a caixa de diálogo.

O Google também substituiu o esquema de cor cinza monótono por uma versão azul papoula, como você pode ver nesta imagem da página de direções:

Comparação entre o antigo Google Maps (esquerda) e o novo (direita)

Outra grande atualização está visível nas opções, onde você pode escolher entre várias rotas para o seu destino. A antiga versão do Maps colocava cada opção como um cartão com sombras. Isso ficou no passado, e o efeito 3D foi achatado e impulsionado com um pouco de cor:

Comparação entre o antigo Google Maps (esquerda) e o novo (direita)

A página de rotas nos dá uma boa visão geral das grandes mudanças. Os ícones são maiores, mais claros, e mais racionalmente posicionados nas páginas. As antigas cores monótonas foram abandonadas. As proporções entre as caixas de diálogo e os mapas melhoraram bastante.

Comparação entre o antigo Google Maps (esquerda) e o novo (direita)

E agora as setas estão bem diferentes, e sabemos qual delas indica a direção, qual delas significa “voltar” e qual delas nos permite prever os próximos passos.

Todos estamos bastante animados para ver as grandes e belas alterações que o Material Design fará, mas é melhor ainda saber que a lógica subjacente do manifesto do vice-presidente de design do Google, Matias Duarte, é exposição racional de informação. Não são mudanças profundas, e sim modificações que tornam o Maps melhor para usuários – o que, em meio a todo o hype, é fácil esquecer que é o objetivo final. [iTunes; Google Play]