Já faz um bom tempo que falamos que telas OLED e AMOLED economizam bateria quando rodam apps com fundo escuro ou preto — como os pixels dessa tecnologia têm controles individuais de brilho, eles ficam praticamente desligados para mostrar a cor preta, o que faz com que o aparelho gaste menos energia. O Google confirmou isso no Android Dev Summit realizado nesta semana, e ainda deu números para quantificar o quanto isso poupa em termos de eletricidade.

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Usando o Pixel de 2016 como referência, a empresa mostrou gráficos no evento que ilustram bem as diferenças entre exibir branco, algumas cores e preto. No brilho máximo com branco, o gasto de energia do aparelho passa dos 300 mA. Já no brilho máximo com preto, o consumo fica bem abaixo de 100 mA.

Isso, na prática, favorece aplicativos com modos escuros. Em outra tabela exibida no evento para desenvolvedores, o Google mostra o quanto o modo preto do YouTube economiza de energia. Com o brilho da tela em 50%, a diferença de consumo fica em 14%, enquanto com 100% a economia chega a 60%.

O SlashGear também conta que o Google admitiu ter induzido os desenvolvedores ao erro ao longo dos últimos anos. A iniciativa Material Design, que visava dar diretrizes de interface para os aplicativos da plataforma, incentivava o uso do branco como plano de fundo. E o branco é justamente a cor que mais gasta energia em telas OLED.

Felizmente, a ficha caiu. O Google está, pouco a pouco, adotando o modo noturno/escuro em seus apps. O YouTube ganhou recentemente, o Mensagens já tem, e há testes para colocá-lo no app de iPhone e no feed do Android. Ainda falta, porém, um modo desse tipo para abranger o sistema todo, como a Samsung promete fazer com sua One UI. Quem sabe daqui a alguns anos, né?

[The Verge, SlashGear]