O sistema do Google para relógios vai se distanciar da marca Android. Segundo a companhia, um a cada três relógios com Android Wear foi comprado por usuários de iPhone em 2017 – por isso, a empresa anunciou um nome que “reflete melhor nossa tecnologia, visão e as pessoas que usam nossos relógios”: Wear OS by Google. Mas pode chamar de Wear OS.

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A mudança passa a valer já nas próximas semanas, e quem tem um relógio conectado com o sistema do Google verá a alteração tanto no dispositivo quanto no app de gerenciamento no smartphone. A mudança, no entanto, não parece que vai esquentar o mercado de smartwatches, que está em banho-maria há um bom tempo.

No Brasil, por exemplo, as marcas dominantes são a Apple e a Samsung (é difícil até lembrar de alguma outra marca que decidiu lançar seus produtos aqui, a não ser marcas de luxo). Além disso, a Samsung tem ecossistema próprio, com o Tizen OS, que funciona com Android e iOS. O ArsTechnica publicou recentemente um artigo que apontava o culpado pela baixa adesão ao Android Wear: a Qualcomm.

E faz bastante sentido. A Qualcomm oferece opções de processadores defasados para quem quiser lançar um smartwatch: o SoC mais poderoso disponível é o Snapdragon Wear 2100, que foi lançado há dois anos e é fabricado com o processo de 28nm, que já era ultrapassado em 2016 – os últimos chips para smartphones com processo de 28nm estiveram disponíveis no mercado em 2013. Um processo de fabricação com transistores menores levam a SoC menores e com eficiência de gerenciamento de temperatura e energia muito melhores.

O resultado são relógios grandões e sem muita capacidade para tarefas que não sejam a simples ponte com as notificações do celular. O Google diz que já se juntou com marcas para lançar 50 relógios diferentes, mas a quantidade não mostrou grandes resultados. A Apple lidera o mercado com folga, e a Samsung tem participação maior do que todas as outras marcas combinadas.