Na manhã de hoje (15) o Brasil assinou o acordo de adesão ao programa especial americano Artemis, sendo o primeiro país da América do Sul a fazê-lo.

A cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto teve participação de Todd Chapman, embaixador norte-americano no Brasil, e presença virtual do secretário de Estado norte-americano Antony Blinken e do senador administrador da NASA Bill Nelson.

Dentre as proposta do Artemis há planos para levar a primeira mulher e o primeiro negro para a superfície da Lua. Até o momento, contando o Brasil, há um total de 12 países que assinam o documento.

Marcos Pontes, ministro brasileiro da Ciência, Tecnologia e Inovação, relembrou o acordo entre Brasil e EUA feito em 2019 para o uso militar e comercial da base de lançamentos de Alcântara (MA). O acordo também conta com uma lista de princípios para a cooperação internacional na exploração do espaço, incluindo em território lunar.

“Um dos meus sonhos é ter mais astronautas no Brasil. Não pode [posso] ficar sozinho”, disse Pontes, que foi o primeiro brasileiro a ir ao espaço, na ocasião.

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“A colaboração espacial EUA-Brasil ajuda a garantir o acesso e uso responsável e seguro do espaço para todos nós. A parceria entre nossos dois países é robusta e nosso relacionamento é crítico para a paz e prosperidade de nossos cidadãos”, como afirma Chapman.

O presidente Jair Bolsonaro, que também esteve na cerimônia, declarou: “O Brasil tem um potencial enorme e vai mostrar o seu valor agora, neste grande acordo, neste projeto Artemis, não apenas pra levar uma mulher ao espaço, mas o que nós podemos trazer do espaço pra aplicarmos aqui na Terra”. No entanto, cometeu uma gafe: a Artemis será o primeiro projeto a levar uma mulher à Lua, não ao espaço — já que a primeira a ir ao espaço foi Valentina Tereshkova, em 1963. Desde então, várias mulheres foram ao espaço também.

Agência Brasil, G1, CNN Brasil