A Câmara de São Paulo decidiu não votar o projeto de regularização de apps como o Uber na cidade após forte pressão por parte dos taxistas, e, assim, o prefeito Fernando Haddad (PT) prometeu regulamentar esses serviços até o fim do semestre via decreto.

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Haddad já havia levantado essa possibilidade na semana passada depois de mais um adiamento na votação do projeto por parte dos vereadores. Ontem (4), a base de Haddad tentou pela última vez votar o projeto, mas não conseguiu votos necessários para levar o projeto à votação.

O problema, diz a Folha, é que os vereadores de São Paulo não querem lidar com os possíveis prejuízos que o projeto pode trazer faltando cinco meses para as eleições municipais, quando muitos dos parlamentares devem buscar reeleição.

Pressão dos taxistas

Contrários à regularização do Uber e similares, taxistas de São Paulo fazem protestos em frente à Câmara Municipal sempre que há a possibilidade de uma votação relacionada ao Uber acontecer. Isso aconteceu na semana passada e eles prometem “parar a cidade” caso algum projeto avance.

Parte dos vereadores prefere ver todas as consequências políticas caírem em cima de Haddad em caso da regularização via decreto do que ter que lidar com essas coisas. Eles pretendiam adiar a votação ao máximo até depois das eleições, mas a ideia do prefeito regulamentar por conta própria acaba sendo uma ótima solução para o caso, já que deixa a Câmara Municipal de fora da história.

Agora Fernando Haddad diz que vai regulamentar Uber e outros serviços de carona e aluguel de carros via decreto, e promete fazer isso até o fim do semestre. A regulamentação deve seguir a proposta feita pela prefeitura de vender créditos online para as empresas que disponibilizam esses serviços terem autorização para rodar na cidade. Isso daria à prefeitura dados sobre as viagens que são feitas pela cidade e também limitaria a quantidade de veículos nas ruas.

[Folha]