A Apple finalmente atualizou o MacBook Air. Ou quase isso. Quase porque a versão antiga do laptop ainda está à venda por US$ 1.000. E você não deveria comprá-lo. Nunca. Se alguém que você ama chegar na sua casa com uma caixa de um MacBook Air antigo, devolva imediatamente. E se essa mesma pessoa chegar com um novíssimo MacBook de 12 polegadas, devolva também.

Isso porque, com os upgrades do novo MacBook Air, o MacBook ficou mal na fita.

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O pequeno MacBook nunca foi uma ótima opção, na verdade. Ele é bem caro pelo que entrega – um laptop pequeno e muito leve, alimentado por um processador Intel de 7ª geração da série-Y. Por US$ 1.300, você pode comprar um laptop bem melhor se optar por um que venha com Windows.

Porém, agora, temos a opção de comprar um notebook de US$ 1.200 (ou R$ 10.399, seu preço na loja da Apple no Brasil) que vale mais a pena.

O novo MacBook Air tem TouchID. Não tivemos a oportunidade de testar essa funcionalidade, mas se for igual ao do MacBook Pro, ele também deve funcionar como botão liga/desliga. Foto: Alex Cranz/Gizmodo

Com um processador Intel i5 de 8ª geração série-Y, o MacBook Air certamente será mais rápido do que os outros modelos do MacBook – talvez com exceção do MacBook com i5, que custa a partir de US$ 1.600 (ou R$ 13.999 no Brasil)! Não podemos garantir mais ou menos desempenho, já que a nova CPU de 8ª geração presente no novo notebook ainda não foi anunciada pela Intel e não parece estar disponível em nenhuma outra máquina do mercado.

A tela de 13,3 polegadas do MacBook Air agora tem resolução de 2560 x 1600, um número maior do que os 2305 x 1440 pixels do MacBook de 12 polegadas – no entanto, a densidade de pixels é aproximadamente a mesma. É uma pequena diferença, mas você conseguirá perceber quando o seu desktop ficar cheio de pastas e arquivos. O display é bem bonito e vibrante – não tanto quanto a tela do novo MacBook Pro, mas infinitamente melhor do que o display do Air antigo.

Falando do Air antigo, esse novo modelo tem bordas muito mais finas e uma densidade de pixels muito maior – cerca de 227 PPI (pixels por polegada), contra 127 PPI. Ao abrir o novo computador você se depara com algo moderno, enquanto fazer isso no modelo antigo significa olhar para algo de 2014.

Foto: Alex Cranz/Gizmodo

Mas você vai perceber que, uma vez aberto, ele se parece bastante com o MacBook. Principalmente por causa dos alto-falantes nas laterais do teclado. As teclas e o trackpad com Force Touch são similares. Além disso, o teclado parece ter o mesmo brilho presente em outros modelos da Apple. A experiência de digitar é um pouco frustrante, assim como avaliei no último MacBook Pro. Não é ruim, as teclas até têm uma boa sensação de clique, mas só um mentiroso poderia elogiar a experiência de digitar nesse teclado.

Nas laterais, o MacBook Air tem algo que muitas pessoas sentem falta no MacBook: uma segunda porta Thunderbolt e uma porta USB-C. O MacBook possui apenas uma, e é com ela que você precisa lidar com qualquer dispositivo USB, além do carregador. O MacBook Air tem as duas portas e uma entrada para fones de ouvido de 3.5mm na outra lateral. O visual do modelo é afunilado, igual ao Air antigo.

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Basicamente, a Apple escolheu duas coisas que funcionaram bem e colocou no novo modelo: a linguagem de design do MacBook e do MacBook Pro e o baixo custo do MacBook Air original. Com isso, a marca criou um computador bem razoável e que te fará questionar se o MacBook precisa existir – já que ele é mais caro, menos potente, tem tela menor, menos resolução e não vem com Touch ID. Tudo isso por, no mínimo, US$ 100 a mais.

O único benefício que o MacBook parece ter sobre o novo Air é o fato de ser menor e mais leve. Mas escolher um laptop que pesa 920 gramas em vez de um que pesa 1,24 quilo é uma razão suficiente para gastar mais? Eu acho que não, mas saberemos mais quando o MacBook Air estiver disponível na semana que vem.

Imagem do topo: Alex Cranz/Gizmodo