O Samsung Galaxy S5 está quase entre nós. Dentro de algumas semanas, o novo smartphone high-end da Samsung estará nas lojas – por um preço bem salgado, é verdade. Já falamos um pouco sobre ele quando a coreana fez seu anúncio, em fevereiro, mas hoje ganhamos uma nova oportunidade de conferir alguns dos seus recursos de perto – e, de quebra, conhecemos também os dois novos smartwatches que chegam mês que vem ao mercado.

O evento de lançamento do Samsung Galaxy S5 ocorreu na manhã desta quarta-feira em São Paulo. Foi uma apresentação bem grandiosa para o dispositivo: ele estava dentro de uma caixa, que foi depositada no palco por uma corda enquanto uma tela mostrava um helicóptero – era para dar a impressão de que o helicóptero deixou o S5 lá. O ator Dan Stulbach foi o apresentador do evento novamente – ano passado, ele apresentou o Galaxy S4 no Rio de Janeiro. E estava novamente extremamente encantado com o dispositivo (claro, isso fazia parte do roteiro).



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Deixando as firulas de lado, o S5 foi mostrado e, entre as frases de efeito ditas por João Pedro Flecha de Lima, chefe de mobile da Samsung Brasil e responsável por apresentar o smartphone ao lado de Stulbach, algumas palavras me chamaram a atenção e apontam para onde a Samsung quer chegar com o seu novo high-end: “consumidores querem recursos úteis”. Isso é o oposto do que foi feito com o S4, que apresentou diversas funcionalidades extras, algumas não funcionavam direito, outras eram bem dispensáveis (foto com som?).

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Ok, muitas dessas coisas ainda estão presentes no S5, mas desta vez a coreana preferiu criar pouco, mas pouco que funcione bem: melhorias na câmera, novos recursos de monitoramento de saúde, um leitor de digitais, funcionalidades para economia de bateria. Será que tudo isso deu certo?

Samsung Galaxy S5

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Em relação ao design, o S5 sofreu poucas alterações em relação ao S4: ele é praticamente igual ao seu antecessor de frente. Nas costas, no entanto, mudou um pouco: a traseira de plástico estilizado agora tem uns pequenos buracos. É brega, é verdade, mas não chega a incomodar. A tela agora tem 5,1 polegadas e as bordas laterais são bem finas – ele não parece muito maior do que o S4.

As grandes alterações só são percebidas quando o dispositivo é ligado. A TouchWiz, interface de usuário da Samsung para o Android, ganhou novos ícones e um estilo mais flat. Isso foi levado a muitas partes do Android – as configurações, por exemplo, aparecem como um grid de apps com ícones flat.

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Mas vamos ver alguns dos recursos – aqueles possíveis de testar em um evento cheio de gente. Na câmera, a Samsung deu destaque a três funcionalidades – o autofoco ultrarrápido, HDR e foco seletivo. HDR já conhecemos, então vamos falar dos outros. O autofoco ultrarrápido promete encontrar o foco de uma foto em 0,3 segundos, o que, segundo a Samsung, é três a quatro vezes mais rápido do que qualquer outro smartphone do mercado. De fato o autofoco é extremamente rápido – ponto para a coreana aqui. Já o foco seletivo permite definir o foco da foto após ela ser capturada – você consegue escolher entre foco próximo, foco longe e foco panorâmico. De fato, nos meus testes, isso funcionou muito bem – abaixo uma foto em que marquei o foco perto – no caso, o Gear 2. Ao trocar para o foco longe, o smartwatch fica embaçado e o fundo da imagem fica mais nítido. No foco panorâmico, tanto o Gear 2 quanto o fundo podem ser vistos com nitidez.

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Já em relação aos recursos de monitoramento de saúde, testei rapidamente o monitor de batimentos cardíacos. Na traseira do S5 está um pequeno sensor que, ao posicionar o dedo por alguns segundos, mede a sua frequência cardíaca. Tudo bem simples e, o mais importante, funcional.

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Uma adição bem interessante da Samsung que não é tão comentada pela empresa é o modo de baixo consumo: ele desliga praticamente tudo no seu smartphone, restringe o acesso a apps e faz a tela ficar em preto e branco. Tudo isso para a bateria durar mais – muito mais. Na imagem abaixo, com a bateria quase cheia – 92% – a estimativa de uso dela sem precisar carregar chegava a 11 dias e meio no modo de baixo consumo – segundo a Samsung, pode chegar a 16 com a carga completa. É muita coisa mesmo, mas é um recurso de emergência. Para quando você está longe do carregador, esperando uma ligação específica e sua bateria está acabando: ative o modo de baixo consumo que ele aguentará umas horas a mais.

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No modo de baixo consumo de energia, o Galaxy S5 limita a quantidade de apps que podem ser acessados, além de desativas conexões de dados e Wi-Fi. Você pode escolher alguns apps extras para serem usados nesses momentos, mas o ideal é que o smartphone passe a funcionar apenas para a função fundamental do celular: ligações telefônicas.

Não consegui testar uma das novidades que mais me interessou: o leitor de impressões digitais na tecla home, para saber se ele realmente funciona bem. No nosso outro hands-on, encontramos alguns problemas nele – você pode ler mais sobre isso aqui.

Gear 2 e Fit

O astro do dia foi o Galaxy S5, mas a Samsung também mostrou dois novos smartwatches – o Gear 2 e o Gear Fit. Já falamos sobre eles antes, e o Fit nos pareceu bem interessante. Mas aproveitei a oportunidade para conferir os dois mais de perto.

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O Gear 2 é a evolução do Galaxy Gear, que não agradou muito quando foi lançado em 2013. Ele substituiu uma versão modificada do Android pelo Tizen, sistema operacional desenvolvido pela própria Samsung. No geral, pouca coisa mudou: ele faz e recebe chamadas, puxa notificações do smartphone (compatível apenas com alguns da linha Galaxy), tem até uma câmera, e agora também armazena e reproduz músicas.

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Já o Fit, apesar de ser bem interessante, tem uma coisa que logo de cara não me agradou: a sua tela retangular, quando está no pulso, não fica nem um pouco boa para ler. Veja:

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As letras estão subindo as paredes! O estranho é que isso não vale apenas para a tela de bloqueio com o relógio – a lista de apps também tem as letras deitadas:

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Isso poderia ser solucionado de maneira bem simples: em vez de entender os ícones como se estivessem um ao lado do outro, poderia fazer com que estivessem um em cima do outro. Assim, o nome do app apareceria abaixo do ícone e, vendo o smartphone no seu pulso, você conseguiria ler com mais facilidade.

Ele também tem um monitor de batimentos cardíacos:

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Apesar da estranheza inicial, deve ser possível se acostumar com o Fit e usá-lo muito bem. Ele começa a ser vendido no dia 12 de abril por R$ 899, enquanto o Gear 2 chega por R$ 1299.