Nesta semana, Christopher Kruithof, de 47 anos, apresentou uma queixa contra o FBI, alegando que a agência federal americana estava bloqueando seu celular depois de ele ter visto pornografia infantil nele. Eles não estavam — a polícia supostamente classificou a causa como um vírus de ransomware.

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A queixa de Kruithof foi, como você deve ter percebido logo de cara, efetivamente uma admissão de que ele estava vendo pornografia infantil. Ele também teria mostrado à polícia uma foto de pornografia infantil que tinha no celular no momento da queixa. Os policiais liberaram Kruithof — e depois obtiveram uma mandado de busca e apreensão de seu celular.

Os policiais prenderam Kruithof na quarta-feira (25) por duas acusações de posse em primeiro grau de pornografia infantil. Quando perguntaram se ele tinha alguma outra imagem em seu telefone, ele teria dito: “Ah, claro”. Ele então entregou, de bom grado, dois celulares com centenas de imagens de pornografia infantil, segundo a polícia. Kruithof ainda admitiu que havia imprimido 30 páginas de pornografia infantil em impressoras de bibliotecas em Connecticut, mas disse que havia se livrado delas, sem saber se era aceitável tê-las.

“Kruithof afirmou que tem um problema e que atualmente começou a fazer terapia”, disse a polícia, segundo informa o jornal Connecticut Post.

Quanto ao ransomware, o FBI já havia relatado no passado vírus que enviavam a usuários uma mensagem fingindo ser do FBI e alegando que o dispositivo havia sido identificado como “associado com sites de pornografia infantil ou outras atividades online ilegais“, travando o dispositivo e pedindo dinheiro. Não está claro qual ransomware supostamente infectou o telefone de Kruithof, mas, seja lá o que for, isso o levou a se entregar.

[Connecticut Post]

Imagem do topo: Getty