A Huawei confirmou nesta terça-feira (17) que vai vender a Honor, marca da empresa com foco em smartphones intermediários. Quem assumirá o negócio será a Shenzhen Zhixin New Information Technology Co., um consórcio de empresas, sendo algumas delas apoiadas pelo governo chinês.

Com a aquisição, a Huawei afirma que não terá nenhuma participação na nova empresa e não se envolverá em qualquer decisão. No entanto, a direção e equipe de gerência atuais serão mantidas. Embora o comunicado não mencione o valor da negociação, a Reuters apurou no início do mês que a proposta de venda poderia chegar a US$ 15,2 bilhões.

O principal motivo da venda são os impactos sofridos pela Huawei com as sanções impostas pelos Estados Unidos. Segundo a gigante chinesa de tecnologia, a empresa vem sofrendo grande pressão e falta constante de componentes técnicos disponíveis para sua divisão de celulares. Por isso, a decisão busca garantir que a Honor sobreviva a essa disputa com os EUA.

Conforme apontado pelo The Verge, os produtos da Honor dependem fortemente da tecnologia da Huawei. A linha de aparelhos V30 utiliza o mesmo processador Kirin 990 que os smartphones topo de linha P40 da Huawei, por exemplo. Com a separação, a Honor terá maior flexibilidade para negociar com as empresas norte-americanas e desenvolver seus próprios produtos.

[TechCrunch, The Verge]