Enquanto as estimativas mundiais de vendas de tablets ultrapassam a casa dos milhões, o cenário nacional ainda é tímido. No ano passado, cerca de 100 mil tábuas foram compradas — 60 mil de forma oficial, 40 mil vindas nas malas de viajantes. Agora, com um mercado mais estabelecido e mais opções, o IDC aposta em números bem maiores: de 350 mil a 400 mil tablets devem ser vendidos por aqui.

O número pode parecer alto em comparação ao último ano, mas 2010 foi um ano embrionário para a plataforma: o primeiro iPad foi lançado no primeiro semestre e chegou oficialmente ao Brasil apenas em novembro; na mesma época o primeiro Galaxy Tab também foi anunciado. Agora, com mais opções e uma sensação de que não se trata mais de uma tecnologia discutível com muita publicidade ao redor, 2011 é o primeiro ano efetivo para testar o mercado.

O número do IDC não bate com a expectativa das empresas que, claro, apostam alto em suas próprias vendas. Conversei recentemente com algumas empresas e somando as projeções de Samsung (200 mil unidades), ZTE (150 mil), Multilaser (70 mil) e Semp Toshiba (50 mil), o número já ultrapassa a previsão — e outros nomes importantes, como Motorola, Apple e Asus, ainda completariam a lista.

Sobre a Apple, no ano passado o iPad foi responsável por 90% das vendas nacionais. Neste ano, a disparidade deve diminuir, já que há novos e vários concorrentes. Mesmo assim, a expectativa global é que a Apple mantenha o market share entre 70% e 80%. Luciano Crippa, do IDC, diz que 2011 ainda é o ano da maçã no mundo dos tablets (teoria que sustentamos desde o lançamento do iPad 2). Já 2012, é outra história, e a preocupação não é exatamente com o iPad 3 ou a concorrência, e sim com a dificuldade de sustentar a demanda — por aqui, por exemplo, o primeiro lote de iPads 2 já terminou. [Exame]