A empresa de consultoria IDC (International Data Corporation) divulgou seu estudo Brazil Mobile Phone Tracker Q4/2019, que revelou que foram vendidos 48,6 milhões de aparelhos celulares no ano passado. Esse número representa um crescimento de 3,3% em relação a 2018.

Desse total, 45,5 milhões das vendas correspondem a smartphones, enquanto 3,1 milhões foram feature phones. Somados, os dois tipos de telefones móveis geraram uma receita de R$ 56,7 bilhões em 2019 – só os smartphones foram responsáveis por R$ 56,3 bilhões.

Analisando os tipos de aparelhos mais vendido, o IDC aponta que os telefones intermediários, custando entre R$ 700 e R$ 1099, contabilizaram 22,1 milhões de unidades vendidas. Em segundo lugar ficaram os modelos premium, com preços acima de R$ 3.000, totalizando uma venda de 3 milhões de aparelhos.

Outro ponto relevante ressaltado no estudo é o crescimento acentuado do mercado ilegal (ou mercado cinza), que vendeu 3,8 milhões de smartphones, o que representa um aumento de 344% em relação a 2018. Por outro lado, ao contrário do comércio regular, as vendas ilegais viram uma queda de 42,3% na venda de feature phones em 2019.

Para Renato Meireles, analista de mercado em Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, os números podem ser explicados pelo fato de os feature phones estarem mais acessíveis ao público, enquanto que os aparelhos mais sofisticados chegam ao mercado com preços elevados, fazendo com que as pessoas busquem alternativas mais baratas a eles no mercado ilegal.

No entanto, o analista também afirma que o reforço das ações de fiscalização realizadas durante o período devem fazer com que as vendas do mercado ilegal caiam em 39% em 2020. Outras previsões para o ano ainda permanecem incertas.

As estimativas iniciais sugeriam um crescimento de 2% nas vendas de smartphones e queda de 3,5% em feature phones. Porém, diante das oscilações do dólar e dos desdobramento do surto de coronavírus, é quase certo que esses números vão mudar em 2020. Muitas fábricas brasileiras, por exemplo, já estão operando com paralisação parcial devido à falta de peças provenientes da China.