Por anos, homens que sofrem de disfunção erétil tinham como opção apenas a pequena pílula azul. Mas e se isso não der certo, quais são as outras opções? Um aplicação inovadora que usa uma liga de metal de “efeito térmico de memória” está sendo usado para criar um implante peniano.

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O doutor Brian Le é um membro docente do Departamento de Urologia da Universidade de Wisconsin-Madison. Ele e seus colegas estão testando metais com efeitos de memória que simulam o membro masculino ao se curvar, expandir e encolher. Embora seja um procedimento simples, ele pode ajudar os homens a manterem ereções quando drogas ou outros métodos alternativos não funcionarem.

Enquanto um tabloide britânico resolveu chamar isso de um “pênis biônico”, o médico gosta de comparar o recurso com um “implante para seios seguido de uma mastectomia”. “É uma questão de sobrevivência — restaurar a função erétil pode ajudar as pessoas a se sentirem plenas novamente com seus corpos”, disse Le.

A tecnologia faz uso de nitinol, uma liga de níquel-titânio que é ativada com o calor. Como um “metal de efeito de memória”, o nitinol se mantém flácido na temperatura normal do corpo, mas pode se expandir com o aumento da temperatura. Com o corpo ficando mais frio, a prótese volta a encolher. Le disse que está testando dispositivos de controle remoto que podem ajudar no processo de aquecimento do pênis. Isso seria uma espécie de procedimento preparatório para expandi-lo.

Disfunção erétil é bastante comum em homens com mais de 40 anos — para um terço deles, o Viagra não surte efeito. Este é apenas uma das muitas preocupações com saúde que começam a aumentar nesta faixa de idade, que costuma também contar com problemas de câncer, de coração, etc. Implantes como este podem oferecer esperança para homens com problemas sérios de disfunção erétil.

Por ora, o dispositivo só foi submetido a testes mecânicos. Ninguém ainda o vestiu oficialmente. Porém, Le acredita que este implante estará preparado para ser vendido comercialmente em 5 ou 10 anos.

Podem rir agora, millennials. Mas em 20 anos, vocês estarão na faixa dos 40 anos e esta será a tecnologia padrão. O futuro está próximo.

[MedicalXpress]

Foto do topo por Universidade de Wisconsin-Madison