A Canon 60D, nova DSLR intermediária da marca, tem bastante em comum com a Rebel T2i por dentro – ou seja, ainda é fantástica. Por fora é que ela é melhor, com uma tela articulável e um corpo mais emborrachado, que fazem a câmera chegar mais perto do nirvana das DSLRs.

A 60D substitui a terrivelmente envelhecida 50D, posicionando-se entre e cara 7D (US$ 1900) e a mais acessível T2i (US$ 900) em termos de recursos e especificações, mas custando US$ 1100 (apenas o corpo; com um kit de lentes 18-135mm, vai para US$ 1400). Ela usa um sensor de imagem com 18 megapixels e leitura em 4 canais que é mais próxima da T2i (contra a leitura de 8 canais da 7D), além do sistema de medição da T2i, mas o sistema de autofoco usa nove pontos cruzados, então nesse sentido ela é mais profissional que T2i.O ISO vai até 6400 normalmente, e 12.800 extendidos. Ela também dispara mais rápido que a T2i, a 5.3fps. Mas, como uma câmera de entrada, migrou para o padrão SDXC de cartões em vez do velho e glorioso CF. 

O vídeo é o atual padrão da Canon: 1080p em 24 e 30fps, 720p a 60fps, em H.264. (O que significa que o vídeo e o autofoco Live View não melhoraram, ao contrário das últimas câmeras da Nikon e Sony. Mas imaginar tudo isso em uma DSLR com vídeo seria a nossa DSLR dos sonhos para vídeos, ao menos por enquanto.) Nossa breve sessão de fotos de teste parece confirmar o óbvio: as fotos e os vídeos se parecem muito com os que faríamos com uma 7D ou T2i. (Você pode ver amostras não editadas e em resolução máxima aqui, mas tenha em mente que são JPEGs direto da câmera, e não RAW, já que eu não tinha como converter.)

Como eu disse, a maior parte das novidades está na parte de fora. A tela articulável de 1.04 milhões de pontos é novidade nas DSLRs da Canon (apesar de já ser padrão na série Alpha da Sony há algum tempo). Os benefícios são óbvios: a tela faz com que a filmagem de vídeo em uma DSLR seja um processo mais ágil, menos inflexível. Em outras palavras, ela é simplesmente melhor de operar enquanto se faz um vídeo. O corpo é semi-emborrachado também, assim como o da 7D (e não como o T2i, que parece mais com um plástico barato), chegando ao ponto de pegar emprestada a empunhadora texturizada da série profissional 1D. Eu curti. 

Aqui está um exemplo de vídeo feito pela câmera direto da Canon Europa:

Outra novidade: o disco de modos ficou um pouco mais incômodo. Agora, para trocar de modo, você precisa pressionar e segurar o botão no centro do disco. Isso reduz as chances de você acidentalmente trocar de modo no meio sem querer em um mau momento, mas tornou o uso normal do disco, especialmente para quem sabe o que está fazendo, mais chato. Também demorei um pouco para me acostumar com o novo multicontrolador combinado e também com a roda de avanço e retrocesso rápido. Eu sempre gostei da roda da Canon, então foi um pouco chocante ver um d-pad socado no meio dela, mesmo que faça sentido, da mesma forma que a clickwheel padrão do iPod faz. A outra grande alteração ergonômica é que os botões de dual-mode foram para o saco – agora cada função principal tem o seu próprio botão. O botão ISO muda a ISO, e só.

Ah, e, por último, a 60D tem processamento interno de RAW e "filtros criativos", como um Hipstamatic, para gerar efeitos como uma câmera de brinquedo, foco suave, preto-e-branco granulado e o populat tilt-shift (acima). Se você tirou a imagem original em RAW, ela cria um segundo JPEG, editado. 

Se você esperava algo um pouco mais aventureiro, algo que nós secretamente desejávamos também, a 60D não lá tão impressionante. Ela é basicamente a tecnologia consagrada da Canon do ano passado em um corpo novo e melhorado. Mas a 60D também é uma máquina obviamente robusta, uma versão do que funcionou bem com a 7D e a T2i. Especialmente considerando o preço de US$ 1100, ela é só 200 dólares mais cara que a T2i. Então, se você queria algo um pouco melhor que a T2i, mas mais barata que a 7D (ou se simplesmente precisa ter a telinha articulável), a escolha parece bem óbvia. 
[Canon]