O tipo mais comum de impressão 3D envolve criar um objeto a partir de plástico derretido ou usar um laser para solidificar pequenas partículas, camada por camada. Pesquisadores do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley encontrou um método que pode mudar radicalmente esse processo ao imprimir líquidos dentro de outros líquidos. Esse avanço pode significar melhorias na fabricação de eletrônicos.

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A impressora utilizada é um modelo já existente que os pesquisadores conseguiram modificar ao substituir a extrusora convencional por uma bomba de seringa que alimenta uma agulha superfina que solta esguichos de água em vez de plástico derretido. A máquina foi então reprogramada para criar padrões tridimensionais, já que a maioria das impressoras 3D realizam apenas movimentos bidimensionais enquanto preenchem cada camada de um modelo.

A inovação, no entanto, é consideravelmente mais complicada de se aperfeiçoar. A água tem a propensão de se transformar em gotículas quando é liberada pela bomba, mas o objetivo dessa pesquisa foi criar estruturas líquidas contínuas que mantêm sua forma ao longo do tempo. Os pesquisadores escolheram a água para ser o líquido a ser expelido, e óleo de silicone como o meio de base, porém com pequenas modificações em ambos materiais.

Nanopartículas de ouro na água se ligam a moléculas de polímero no óleo de silicone para criar uma parede que mantém os dois líquidos separados. Ilustração: Lawrence Berkeley National Lab

Pequenas nanopartículas de ouro foram adicionadas à água, enquanto ligantes poliméricos (moléculas que se ligam a um metal) foram misturados no óleo de silicone. À medida que a mistura de água é injetada no óleo de silicone, as nanopartículas de ouro interagem com os ligantes poliméricos para criar um revestimento elástico e flexível em torno da água para bloqueá-la e impedi-la de se dispersar e perder sua forma original.

A tecnologia de impressão 3D parece que sempre está à beira de revolucionar inúmeros campos, da manufatura ao fast food, e o lado negativo dessa pesquisa é que, mais uma vez, não veremos novos produtos sendo fabricados no curto prazo. Mas as aplicações potenciais ainda são fascinantes.

Os pesquisadores acreditam que essa nova técnica de impressão 3D pode ajudar a criar novas maneiras de fabricar produtos químicos complicados, que necessitam de partículas em nanoescala para o desenvolvimento de novos compostos.

É animador também a ideia de imprimir eletrônicos em 3D que seriam capazes de dobrar sem se deformar depois. Imagine um celular que caísse no chão e em vez de se despedaçar apenas absorver o impacto? Eu compraria o meu imediatamente.

[Berkeley Lab via New Atlas]

Imagem do topo: Lawrence Berkeley National Lab