Uma impressora 3D quebrada inspirou este tecido futurista

Cientistas simularam a impressão irregular de uma impressora 3D para criar uma espécie de renda leve e flexível de plástico quente.

Crédito: Jack Forman/MIT Media Lab

As impressoras 3D geralmente funcionam criando longas cadeias de plástico derretido em uma superfície. Quando os pesquisadores do MIT Media Lab identificaram uma impressora quebrada esguichando plástico de forma irregular, eles tiveram uma ideia: ao programar uma impressora 3D doméstica normal, eles poderiam simular essa impressão irregular e criar uma espécie de renda leve e flexível de plástico quente.

Jack Forman, um estudante de pós-graduação do MIT Media Lab, transformou essas impressões defeituosas – chamadas DefeXtiles – em um “tecido” semelhante a um tule que pode até ser usado em roupas.

Na verdade, Forman criou uma saia pregueada ao imprimi-la em uma única peça em uma impressora padrão. Quando aberta, a saia fica completamente vestível e, ouso dizer, bem moderna.

Foto: Jack Forman/MIT Media Lab

O processo funciona movendo um cabeçote de impressão sobre uma superfície enquanto expele o plástico em intervalos regulares. Cada vez que a impressora expele e se move, ela cria um fio; repetindo isso várias vezes, você terá uma espécie de tecido. Como os fios são muito flexíveis, eles se dobram como os tecidos tradicionais.

“Em geral, o que mais me empolga neste trabalho é como ele pode ser imediatamente útil para muitos criadores”, disse Forman. “Ao contrário do trabalho anterior, o fato de que nenhum software ou hardware personalizado é necessário – apenas uma impressora relativamente barata de US$ 250, o tipo mais comum de impressora usada – realmente torna essa técnica acessível a milhões de pessoas”.

Forman também conseguiu imprimir rendas adicionando flores e outras decorações durante o processo de impressão. O verdadeiro objetivo, porém, é usar esses tecidos na área de saúde.

“Uma direção futura particularmente empolgante é alavancar o DefeXtiles para produzir malhas cirúrgicas personalizadas de baixo custo e eficazes que reforçam melhor os órgãos e tecidos após a cirurgia”, disse Forman. “Implantes cirúrgicos impressos em 3D já foram estudados com resultados promissores. Além disso, se carregado com antibióticos, como ciprofloxacina HCl, a degradação liberaria lentamente o antibiótico, evitando infecções. Outra característica é que as propriedades mecânicas da malha podem ser ajustadas para corresponder às do tecido que está sendo suportado”.

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