O Ministério de Tecnologia da Informação da Índia pediu a todas as empresas de mídia social para que removessem qualquer conteúdo que se referisse a uma “variante indiana” do coronavírus.

Em uma carta emitida na sexta-feira (22) e consultada pela agência de notícias Reuters, o ministério afirmou que a frase “variante indiana” é “completamente FALSA”. “Não existe variante da Covid-19 cientificamente citada como tal pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS não associou o termo ‘Variante Indiana’ com a mutação B.1.617 do coronavírus em nenhum dos seus relatórios”, diz o documento — que não é público.

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Uma importante fonte do governo indiano explicou à Reuters que o aviso foi emitido para enviar uma mensagem “alta e clara” de que tais menções espalham a falta de comunicação e prejudicam a imagem do país. Não ficou claro quais canais receberam o aviso, mas o governo da Índia ordenou recentemente que o Facebook, Instagram e Twitter censurassem as postagens que criticavam sua resposta à pandemia. O Twitter e o Facebook ainda não se manifestaram.

A variante em questão foi detectada pela primeira vez na Índia no ano passado e acredita-se que ela esteja por trás do último aumento de casos Covid-19 no sul da Ásia, uma onda tão devastadora que um oficial de saúde indiano a comparou a um “tsunami”. No início deste mês, a OMS classificou essa variante como uma de preocupação global, apontando para evidências preliminares de que é mais contagiosa do que outras cepas do vírus.

No entanto, a orientação da agência para nomear novas doenças infecciosas desencoraja o uso de localizações geográficas, nomes de pessoas ou termos que “podem incitar medo indevido” e gerar estereótipos prejudiciais. Portanto, é verdade que a OMS nunca aprovou o nome de “variante indiana” para essa nova cepa.

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A Índia, por sua vez, relatou mais de 26 milhões de casos de coronavírus, o segundo maior índice do mundo, e quase 300.000 mortes até o momento. Nos últimos dias, tem relatado cerca de 250.000 novas infecções e 4.000 mortes todos os dias, de acordo com a Reuters.