Um estudo da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, concluiu que contrair outras infecções virais, bacterianas ou fúngicas nas vias aéreas junto do novo coronavírus mais do que triplica o risco de morte de um paciente.

Para realizar a pesquisa, publicada na revista científica PLOS ONE, os cientistas analisaram 118 estudos realizados entre 1 de outubro de 2019 e 8 de fevereiro de 2021. Os resultados sugerem que quase uma em cada cinco (19%) pessoas que testaram positivo para a Covid-19 também sofre de uma infecção secundária nas vias respiratórias — são as chamadas coinfecções. Destas, 10% são vírus, 8% bactérias e 4% fungos. Além disso, estima-se que as superinfecções afetem pouco menos de um quarto (24%) dos pacientes, dos quais 4% são outro vírus, 20% bactérias e 8% fungos.

Também foi concluído que suportar uma coinfecção ou superinfecção mais do que triplicou o risco de morte de um paciente. Além disso, as superinfecções foram associadas a um risco 45% maior de um paciente necessitar de ventilação, em comparação com uma coinfecção. Porém, as coinfecções foram associadas a uma permanência hospitalar mais longa — 29 dias em média em comparação com 16 dias entre aqueles com uma superinfecção.
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“A presença de coinfecção ou superinfecção foi associada a resultados ruins, incluindo aumento da mortalidade”, concluíram os cientistas. “Nossas descobertas apoiam a necessidade de testes diagnósticos para identificar e tratar infecções respiratórias concomitantes entre pacientes infectados pelo novo coronavírus.”