O sistema de pesquisa do Instagram deve ficar menos literal no futuro. Hoje, se um usuário escreve uma palavra-chave no campo de busca, ele é recomendado para uma sequência de “arrobas”, localizações ou hashtags que contenham exatamente o termo digitado. A ideia é que os resultados apareçam também na forma de imagens e vídeos.

A experiência do usuário ajuda a definir o que irá dar as caras primeiro nos resultados. É o que o próprio Instagram chama de “sinais”, que são usados pelo algoritmo para refinar a pesquisa.

Além da sequência exata de caracteres que a pessoa digitou, o app considera também as páginas que ela visitou recentemente e as interações com essas contas. Depois, escolhe mostrar os resultados que julga potencialmente mais relevantes — que tenham mais curtidas, visualizações e compartilhamentos — para aquela demanda.

Usando esses mecanismos, o Instagram garante, por exemplo, que um fã de futebol no Brasil que pesquisou pelo termo “Serie A” receba primeiro os conteúdos do Brasileirão, e não da Serie A italiana — ou, então, mais equivocadamente ainda, de uma série de TV qualquer cujo nome começa com a letra “a”.

Você pode ver, na imagem abaixo, como o mecanismo atual de pesquisa funciona. No exemplo, uma pessoa que pesquisa, em inglês, pelo termo “espaço”, recebe resultados como os seguintes:

Ao pesquisar por um termo no Instagram, o usuário recebe uma lista de contas e hashtags que contenham exatamente aquela palavra-chave
Ao pesquisar por um termo no Instagram, o usuário recebe uma lista de contas e hashtags que contenham exatamente aquela palavra-chave. Imagem: Reprodução/Instagram

Os novos planos do Instagram, anunciados neste post de blog na última quarta-feira (25), devem alterar significativamente a experiência de quem usa. No novo sistema de recomendação que vem sendo desenvolvido pela rede social, buscas por palavras-chave soltas levarão, primeiro, a fotos e vídeos. O TikTok, por exemplo, usa uma fórmula parecida.

Ou seja, se o usuário tiver em mente o nome da arroba que procura, mas digitar um termo mais genérico no campo de pesquisa, ele não receberá de imediato sugestões de contas ou hashtags — mas uma coletânea de imagens sobre o tema pesquisado. Haverá abas específicas para separar os resultados em texto, como arrobas, locais e hashtags. Você pode visualizar essas abas na imagem que está no início deste texto.

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Apesar de parecer simples a princípio, a mudança é relativamente sofisticada. Isso porque, além de identificar posts que contenham a palavra buscada na legenda ou hashtags, o desafio do algoritmo será sugerir também, no futuro, imagens sem esses metadados. Afinal, não é automático para um robô associar o termo “sol” a uma imagem do astro-rei que foi postada sem uma legenda explicativa, por exemplo.

Ainda não há uma data de lançamento para o novo sistema de pesquisa. De acordo com o Instagram, a alteração acontecerá primeiro na gringa — para só depois chegar no Brasil. “No momento, estamos focados em obter resultados corretos de pesquisa de palavras-chave em inglês. Pretendemos adicionar suporte para outros idiomas no futuro”, diz o texto do anúncio.