Um homem de 39 anos em Oklahoma que instalou sistemas de segurança doméstica para uma empresa local foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (22) por esconder câmeras em residências e secretamente gravar garotas que moravam lá.

O homem, Ryan Alden, se declarou culpado de 28 crimes em junho, incluindo criação e posse de pornografia infantil, informou a Associated Press. Segundo os promotores, Alden tinha câmeras escondidas em quartos, banheiros e armários de quatro das casas em que realizou trabalhos em Oklahoma. Duas famílias supostamente encontraram câmeras nas aberturas de ventilação dos quartos de seus filhos.

Alden tinha “dezenas de milhares de arquivos” em sua posse, segundo a polícia, que disse que, a fim de implantar suas câmeras escondidas, ele mentia para que os proprietários das casas acreditassem que ele tinha um motivo para ter que voltar ao local.

O chefe da polícia de Nichols Hills, Steven Cox, disse à News 9 que um dos proprietários havia ligado para uma empresa de aquecimento e de ar para que desse uma olhada em uma questão de controle climático em sua casa.

As câmeras foram, então, encontradas presas a aberturas de ventilação no quarto, banheiro e closet da filha adolescente, de acordo com documentos do tribunal. Como a casa estava em reforma, várias equipes diferentes haviam entrado e saído da residência e Alden se tornou um suspeito.

Depois de uma investigação sobre os dispositivos pessoais de Alden, descobriu-se que havia vítimas além dos indivíduos nas casas que ele tinha atendido, e um oficial do Departamento de Polícia de Edmond disse que as gravações poderiam preencher 12 torres de porta CDs, segundo a News 9. A polícia disse que havia pornografia infantil em cinco de seus computadores e dois de seus telefones.

Além de gravar secretamente crianças em casas onde fazia trabalhos elétricos, Alden também supostamente tirava fotos de garotas em academias, escolas e vestiários de shopping centers, bem como vídeos de mulheres em restaurantes, centros esportivos e igrejas. Um depoimento policial afirma que Alden admitiu ter realizado a gravação não consensual de pessoas por cinco anos.