Jack Tramiel, o fundador da Commodore, faleceu. Rotulado por alguns como a “antítese de Steve Jobs”, Tramiel acreditava que computadores deveriam ser úteis e baratos, sem se importar com design elegante ou atenção aos detalhes — ideias personificadas no lendário Commodore 64.

Tramiel, nascido Jacek Trzmiel em Lodz, Polônia, em 1928, não dava a mínima para o visual ou detalhes dos seus equipamentos. Ele se preocupava apenas com o preço e em fazer coisas úteis o suficiente para vencer no mercado.

Como resultado, o design da Commodore era algo bruto, pouco lapidado visualmente. E embora o tempo e a nostalgia tenham feito esses computadores charmosos, eles ainda são pedaços de plástico feio. Pedaços de plástico feio que eu ainda gosto — usei um C64 durante todo o meu Ensino Fundamental e me recordo de adorar aquela coisa com aspecto barato, sem firulas.

A empresa de Tramiel começou consertando máquinas de escrever, então deu início à fabricação de calculadoras e relógios de LED até, enfim, chegar aos computadores: o PET 2001 (feito em 1977 para parecer algo como uma caixa registradora da década de 1990 ou um computador de filme “B” sci-fi) e então o Commodore VIC-20.

Mas foi o Commodore 64 de US$ 595 que venceu a batalha para ele. O computador se tornou incrivelmente popular. Ironicamente, Tramiel foi forçado a sair da empresa que criou logo após o lançamento do C64. Isso o levou a comprar a Atari.

Aqueles que o conheciam dizem que Tramiel era um cara muito legal. E como não ser legal com um bigodão estiloso desses? Descanse em paz, Jack Tramiel. Jogarei Ghostbuster no meu emulador de C64 hoje em memória às suas conquistas. [Time]